O governador do Amazonas e candidato à reeleição, Roberto Cidade, rebateu, na última sexta-feira, 21, as críticas feitas pelo ex-deputado federal Marcelo Ramos sobre uma operação de crédito de R$ 1,86 bilhão buscada pelo Governo do Estado. Questionado pela imprensa, Cidade afirmou que o Amazonas possui capacidade financeira para contratar o empréstimo e sustentou que a operação tem como objetivo renegociar dívidas em condições mais vantajosas.
As declarações respondem aos questionamentos levantados por Marcelo Ramos sobre o impacto da contratação nas contas estaduais. Segundo o ex-deputado, a operação, autorizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), tem prazo de dez anos e 12 meses de carência e pode gerar quase R$ 500 milhões em juros, conforme os cálculos apresentados por ele. Ramos também questionou a contratação às vésperas das eleições e os efeitos da dívida sobre as próximas administrações.
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Cidade contestou essa interpretação e afirmou que a situação fiscal do Estado permite a contratação de crédito.
“É lamentável que alguém possa pensar dessa forma. O Estado do Amazonas tem apenas 3% da sua receita anual para investimentos. E tem capacidade, está entre os estados que têm mais saúde financeira para conseguir recursos”, afirmou.
Segundo o governador, a operação não deve ser analisada apenas como obtenção de novos recursos, porque envolve uma renegociação da dívida estadual. Cidade afirmou que uma instituição financeira internacional assumirá uma dívida existente, passando a cobrar uma taxa de juros menor.
“A população do Estado do Amazonas tem que entender que esse empréstimo é uma renegociação de dívida. E essa renegociação de dívida nós vamos passar para juros menores. O banco internacional está comprando essa dívida”, declarou.
Economia de R$ 30 milhões por mês
Cidade estima que a mudança nas condições financeiras permita ao Amazonas economizar aproximadamente R$ 30 milhões por mês.
“Com esse empréstimo, o Estado do Amazonas vai economizar nos próximos anos mais de R$ 1 bilhão”, afirmou.
De acordo com o governador, a redução das despesas com a dívida abrirá espaço no orçamento para outras áreas da administração estadual. Ele citou, entre os exemplos, os gastos com a saúde.
“Com isso a gente pode pagar médico, com isso a gente pode pagar outras áreas sensíveis do nosso Estado”, disse.
Cidade também afirmou que a tramitação da operação passou repetidas vezes pela Casa Civil e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
“Nós temos um empréstimo que estava parado há mais ou menos quatro meses na Casa Civil, depois retornou para a PGFN, está agora retornando de volta para cá. É um empréstimo que vai ajudar muito o Amazonas, não o governo da pessoa, vai ajudar o Estado para os próximos quatro, cinco, seis, sete, oito anos”, declarou.
Ao responder às críticas, o governador defendeu a situação fiscal do Amazonas e afirmou que os recursos serão administrados com responsabilidade.
“O Estado do Amazonas tem saúde financeira e nós vamos usar muito bem, com responsabilidade, com muito empenho”, concluiu.
Foto: divulgação/ secom






