Considerada uma das principais capitais da Amazônia, Manaus (AM) apresentou melhora na qualidade do ar na manhã desta segunda-feira (19), embora a maior parte das estações continue registrando concentrações de material particulado fino (PM2,5) acima da faixa considerada boa. Apesar disso, por volta das 5h39, a cidade ainda estava encoberta por densa fumaça pelo 12º dia e dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mostravam índices entre 32,3 e 72,4 µg/m³ nos pontos exibidos na cidade. A qualidade do ar variava entre ruim e muito ruim.
Na última semana, as estações do sistema apresentaram níveis críticos que ultrapassavam em até três vezes o índice de poluição classificado como péssimo e a Defesa Civil emitiu alerta severo para poluição, alertando a população sobre o uso de máscaras e medidas para evitar problemas de saúde.
A melhora na qualidade do ar neste início de semana ocorreu após intensificação das ações desenvolvidas pelos governos Federal e Estadual. Além disso, foi influenciada pela chuva registrada na capital e em alguns municípios do interior, no último fim de semana.
No sábado (17), estações de Manaus, uma das principais capitais da Amazônia, chegaram a ultrapassar 500 µg/m³, na faixa “péssima” é a qualidade do ar foi a pior desde o início da medição na capital. No domingo, o monitoramento já indicava queda das concentrações, embora os níveis permanecessem prejudiciais à saúde.
Os valores do Selva são obtidos por 16 sensores espalhados pela capital e funcionam como indicativo da situação em cada local, não devendo ser tratados como uma média de toda a cidade nem utilizados para fins regulatórios. As concentrações podem variar entre os bairros e ao longo do dia em função de fatores como vento, fumaça e outras fontes de partículas finas.
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Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que 8.177 focos de queimadas foram registrados no Amazonas em 2026, 111% a mais que no ano anterior. No bioma Amazônia, mais de 40,6 mil focos foram registrados de 1 de janeiro até 18 de outubro, um avanço de 62% no comparativo com 2025.
Comando conjunto passa a coordenar combate aos incêndios no Amazonas
O Governo Federal instalou em Manaus um Estado-Maior Conjunto para centralizar as decisões e acelerar as operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas. A estrutura foi anunciada após reunião da comitiva federal que esteve na capital no domingo (18), em meio à crise provocada pelo avanço do fogo e pela fumaça que compromete a qualidade do ar.
Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, o comando permitirá que as necessidades identificadas durante as operações sejam tratadas diretamente em Manaus, com comunicação com o gabinete do Ministério da Defesa. A intenção é reduzir a burocracia e dar maior rapidez à mobilização de pessoal e equipamentos.
O ministro disse ainda que a nova estrutura permitirá acelerar a tomada de decisões. “Tudo será resolvido aqui de forma direta com o gabinete da Defesa, de maneira que diminuímos a burocracia, diminuímos a demora de tomar as providências. E, a partir de hoje, nós estamos diariamente, diuturnamente, aqui ao lado de vocês”, declarou.
De acordo com as informações apresentadas após a reunião, cerca de 5 mil homens já atuam nas operações de combate aos incêndios na região. O reforço anunciado inclui ainda cinco novas aeronaves, além de dois aviões de grande porte e helicópteros preparados para lançamento de água.
A operação reúne também forças de segurança que atuam tanto no enfrentamento aos incêndios quanto na apuração de possíveis ocorrências criminosas. Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar participam das ações. Pelo menos 15 pessoas já foram presas, sendo 11 delas em Autazes e 4 em Manacapuru, no interior do Amazonas.






