O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última segunda-feira, 10, em Brasília, para tratar da ampliação de recursos federais destinados ao Amazonas, com foco no enfrentamento dos efeitos da estiagem e no fortalecimento da saúde pública.
O encontro ocorre em meio à campanha eleitoral e acrescenta um componente político à estratégia de Cidade: embora esteja em um campo partidário diferente do presidente da República e se autodenomine de centro, o governador tem buscado reforçar o discurso de diálogo institucional e de articulação com diferentes forças políticas quando estão em pauta demandas do Estado.
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Cidade destacou em suas redes sociais que a reunião com Lula teve como prioridade a busca por apoio federal para preparar o Amazonas diante de um período de seca que pode atingir 300 mil famílias, principalmente no interior, além da ampliação dos repasses destinados à saúde, área na qual o governador tem buscado o diálogo como ferramenta para superar desafios históricos.
A aproximação institucional com o Governo Federal também interfere na construção política da candidatura. Ao manter interlocução com Lula, Cidade procura se afastar de uma leitura estritamente ideológica da disputa e apresentar a relação com Brasília como parte da responsabilidade administrativa do governo estadual.
O movimento ocorre poucos dias após o governador decidir não participar do primeiro debate televisivo entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela afiliada da Band no Estado. Na ocasião, a campanha alegou orientação jurídica e afirmou que Cidade não participaria de debates antes do início oficial da campanha eleitoral. Também afirmou que um ataque coordenado seria direcionado a Cidade pelos candidatos presentes no debate.
Agora, a reunião com o presidente amplia outra frente da estratégia eleitoral: a que relaciona a candidatura à capacidade de articulação institucional e à busca de recursos para o Estado.
A aproximação mostra um ponto de vista estratégico de Roberto Cidade, no qual a relação com o Governo Federal deve ser tratada de maneira independente das divergências partidárias e eleitorais. E que a disputa política não deve impedir a cooperação entre Estado e União em áreas consideradas prioritárias para a população.






