O acesso a médicos especialistas é um dos desafios enfrentados pela população de Roraima. Para esse cenário, a candidata a deputada federal Vanessa Brandão (MDB) propõe a criação de uma ‘Política Nacional de Fixação de Médicos para a Amazônia’, para atrair profissionais e criar condições para que eles permaneçam na região.
A proposta está entre as prioridades apresentadas pela candidata no Caderno 15 por 77, que reúne 15 projetos de lei e 77 metas de atuação parlamentar. A política prevê incentivos financeiros, carreira e investimentos em estrutura e tecnologia, considerando as particularidades dos estados amazônicos.
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O cenário de Roraima ajuda a dimensionar o desafio. Com base em indicadores oficiais e na Demografia Médica, cerca de 49 mil pessoas aguardando consultas especializadas no estado, com casos que chegam a três anos de espera. Em Boa Vista, o índice registrado é de 2,68 médicos por mil habitantes.
“Quando a gente fala em saúde na Amazônia, precisa falar também sobre permanência. É necessário pensar em formar profissionais e criar condições para que eles trabalhem e construam suas carreiras aqui. Roraima precisa de especialistas e de uma política nacional que olhe para essa realidade”, afirmou.
Transparência para quem está na fila
O Caderno 15 por 77 também prevê a criação de um Plano Nacional de Transparência das Filas do SUS. A proposta visa a publicação periódica das filas de espera por consultas, exames e terapias, permitindo que o paciente acompanhe a situação do atendimento solicitado.
“Quem está esperando precisa saber onde está na fila e quais são os próximos passos. Transparência é uma forma de respeitar quem depende do SUS”, pontuou Vanessa.
Melhorias no Tratamento Fora de Domicílio (TFD) também estão no plano de mandato, com a defesa de regras que estabeleçam prazos para autorização e as condições de transporte, diárias e acompanhamento dos pacientes que precisam sair de Roraima para realizar tratamentos.
Para a candidata, as diferentes propostas fazem parte de uma mesma discussão: garantir que a população tenha acesso ao atendimento necessário sem que a distância ou a falta de profissionais especializados determine quem conseguirá ou não ser atendido.
“Roraima tem uma realidade diferente de outras regiões do país. A política pública precisa levar isso em consideração. É preciso ter médico especialista, estrutura e também condições para que o paciente seja atendido quando precisar”, destacou.






