Sindicato do Amazonas diz que bancários podem entrar em greve geral se negociação não avançar até 31 de agosto

Bancários de todo o país podem entrar em greve geral caso não haja avanço nas negociações com a representação patronal até o fim deste mês. O alerta foi feito pelo presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Nindberg Santos, o Berg, durante a paralisação realizada pela categoria nesta quinta-feira (20).

Segundo o dirigente sindical, o atual acordo e a convenção coletiva têm validade até 31 de agosto. Até agora, foram realizadas oito rodadas de negociação, ao longo de mais de dois meses, sem que uma proposta definitiva tenha sido apresentada aos trabalhadores. “Se até lá não tivermos uma resposta da parte patronal, não está descartado fazermos uma greve”, afirmou Berg.

A paralisação desta quinta-feira funciona como uma forma de pressão durante as negociações. De acordo com o sindicato, os funcionários da Caixa Econômica Federal suspenderam as atividades por 24 horas, enquanto trabalhadores dos bancos privados paralisaram os serviços por duas horas, das 9h às 11h.

Leia também: Bancários de Roraima aderem à paralisação nacional e agências fecham por 24 horas nesta quinta-feira

A decisão foi tomada em assembleia após o sindicato avaliar que as negociações não apresentaram avanços nas principais reivindicações.

“Nós fizemos oito rodadas de negociações e a parte patronal, infelizmente, ainda não atendeu a nenhuma reivindicação da categoria. Muito pelo contrário, eles trouxeram a proposta de um congelamento do piso, vieram com proposta escalonada, ou seja, dividindo a categoria”, declarou o presidente.

Entre as reivindicações que abrangem trabalhadores de bancos públicos e privados está o reajuste salarial. Segundo Berg, a ausência de uma proposta definitiva após sucessivas reuniões aumentou a insatisfação dos bancários.

Além das pautas gerais, funcionários de instituições públicas discutem questões específicas. Na Caixa, um dos principais impasses envolve o plano de saúde. Conforme o presidente do sindicato, a proposta apresentada aumenta significativamente a participação financeira dos trabalhadores no benefício.

“Dando um exemplo para vocês entenderem: quem paga R$ 1.500 vai pagar R$ 3.000. Vai ficar impossível, nem o reajuste que está sendo solicitado irá cobrir isso”, disse.

No Banco da Amazônia, segundo Berg, as negociações também envolvem o plano de cargos, carreiras e salários. O sindicalista afirma que esses pontos permanecem sem solução e interferem no andamento das discussões.

Para o presidente do sindicato, a mobilização desta quinta representa uma demonstração da insatisfação dos trabalhadores antes da última semana de vigência dos atuais instrumentos coletivos.

“Depois de oito rodadas de negociações, ou seja, mais de dois meses negociando sem que venha uma proposta definitiva para que a gente pudesse deliberar, a categoria resolveu fazer essa manifestação”, afirmou.

Foto: reprodução

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