Omar Aziz busca apoio do Banco Mundial para combater queimadas e ampliar proteção ambiental no interior do Amazonas

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), recebeu, na última quinta-feira, 5, a visita do coordenador para Meio Ambiente e Recursos Naturais do Banco Mundial, Werner Kornexl, para discutir possibilidades de apoio a iniciativas ambientais no Estado. A reunião contou com a participação da vice-governadora eleita, Alessandra Campelo, e dos deputados federais Sidney Leite e Pauderney Avelino.

Entre os principais assuntos tratados esteve o fortalecimento das ações de prevenção e combate às queimadas, um dos desafios ambientais do Amazonas. A conversa também abordou pautas relacionadas à preservação ambiental e à necessidade de ampliar iniciativas que atendam às demandas dos municípios do interior.

A presença de representantes da instituição financeira internacional abre espaço para o diálogo sobre projetos e mecanismos de apoio voltados à proteção dos recursos naturais, especialmente em regiões onde as distâncias geográficas e as dificuldades de acesso exigem soluções específicas.

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Queimadas e fumaça

Entre setembro e outubro de 2026, o Amazonas, estado que compõe a Amazônia Legal, enfrentou um período de queimadas e incêndios florestais que agravou a qualidade do ar e provocou episódios de fumaça em diferentes municípios, incluindo Manaus. A situação reacendeu a preocupação com os impactos ambientais e os riscos à saúde da população, especialmente de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A combinação entre estiagem, vegetação seca e focos de incêndio dificultou o controle do fogo, principalmente em áreas afastadas dos centros urbanos.

Em setembro, o avanço das queimadas provocou sucessivos episódios de fumaça em Manaus e em municípios do interior do Amazonas, comprometendo a qualidade do ar e aumentando os riscos à saúde da população. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), reunidos pelo Ministério Público de Contas, apontaram 3.240 focos de calor entre os dias 1º e 22 de setembro, aumento de aproximadamente 244% em relação ao mesmo período de 2025. Em outubro, a situação se agravou: somente nos dez primeiros dias foram registrados 1.380 focos, crescimento de 271% na comparação anual.

A gravidade da situação levou à mobilização do Governo Federal, por meio dos ministérios do Meio Ambiente, da Integração e Desenvolvimento Regional, da Defesa e da Justiça, além do Ibama, ICMBio, Força Nacional e Forças Armadas. As operações envolveram brigadistas, aeronaves, veículos e embarcações para combater incêndios em regiões de difícil acesso. Segundo balanço do Ibama divulgado em 30 de outubro, 361 incêndios florestais haviam sido extintos no Amazonas desde o início das operações, com quase 2,9 milhões de litros de água lançados por aeronaves.

No âmbito estadual, o governo de Roberto Cidade (União Brasil) decretou situação de emergência em 36 municípios, mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e órgãos ambientais e articulou reforços federais para enfrentar os incêndios florestais e as queimadas que também atingiram áreas próximas aos centros urbanos. O Ministério da Integração reconheceu a emergência, enquanto o Governo Federal ampliou o apoio operacional às equipes estaduais. Apesar das medidas, a atuação do Estado passou a ser questionada pelo Ministério Público de Contas, que pediu ao Tribunal de Contas do Amazonas uma avaliação da eficiência e da suficiência das ações adotadas diante da crise ambiental.

Foto: Tadeu Rocha

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