Manaus, 14 de abril de 2024

Lula reforça compromisso com a proteção da Amazônia e ‘desmatamento zero’

Em seu primeiro discurso como presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou seu compromisso com a proteção da Amazônia e dos povos tradicionais e disse que não quer uma guerra, mas, está pronto para proteger o meio ambiente.

Lula venceu as eleições em segundo turno, neste domingo, 30, com uma pequena diferença de menos de 2% sobre o atual presidente e candidato derrotado, Jair Bolsonaro (PL).

Em seu discurso,  disse que um dos compromissos é lutar pelo desmatamento zero na Amazônia.

“O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais que toneladas de madeira extraídas ilegalmente. Um rio de águas límpidas vale mais que todo o ouro extraído ilegalmente”, disse Lula, que entrará em seu terceiro mandato como presidente, em janeiro de 2023.

Lula frisou que retomará o monitoramento na Amazônia para o combate às atividades ilegais, como o garimpo, que traz riscos ambientais e às vidas das populações afetadas; e à ocupação agropecuária indevida, ao mesmo tempo que focará em atividades voltadas ao desenvolvimento sustentável, “provando que é possível gerar riqueza sem destruir o meio ambiente”.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, ambientalistas e instituições ligadas às causas ambientais levantaram críticas sobre o desmonte de órgãos de fiscalização e combate aos crimes ambientais, como o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

Lula disse, ainda, que contará com a cooperação internacional, “sem renunciar à soberania” do Brasil. “Temos compromisso com os povos indígenas e demais povos da floresta. Queremos a pacificação ambiental. Não nos interessa uma guerra pelo meio ambiente, mas, estamos prontos para protegê-lo “, disse.

Sobre sua eleição, Lula disse : “Me considero um cidadão que teve um processo de ressurreição na política brasileira”. Ele também afirmou que a ninguém interessa viver em um país dividido e em permanente estado de guerra, referindo-se à polarização nas eleições, que acirrou os ânimos de ambos os lados.

De acordo com o presidente eleito, sua chapa não enfrentou um candidato, e sim, “a máquina do Estado brasileiro, colocada a serviço” de Bolsonaro, para evitar a eleição do petista.

E disse que a prioridade será o combate à fome e à retomada da harmonia entre os poderes. Lula agradeceu a todos que compareceram às  urnas, no que, em sua avaliação, foi “uma das mais importantes eleições da história”.

Compartilhe

Postagens Relacionadas

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais lidos

Assine nossa Newsletter

Receba as últimas notícias diretamente no seu e-mail. Não fazemos Spam
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
error: Conteúdo Protegido !!