A jornalista e escritora Vanessa Brandão teve a candidatura a deputada federal oficializada pelo MDB de Roraima durante a convenção estadual do partido realizada na última quarta-feira, 5, no Espaço Lírio Festas & Eventos. No encontro, ela recebeu o apoio da ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB), que também teve a candidatura ao Senado confirmada pela legenda. “Hoje, estou aqui porque meus pais me ensinaram que o único caminho seguro pra subir na vida é pela educação, pelo conhecimento e pelo trabalho de verdade”, disse a candidata, que deve ter o registro analisado pela Justiça Eleitoral nos próximos dias.
Em seu primeiro discurso como candidata, Vanessa atribuiu à educação e ao trabalho a trajetória que a levou à disputa por um mandato na Câmara dos Deputados. Ela também destacou sua origem familiar e o início da carreira no jornalismo.
“Eu me chamo Vanessa Brandão. Sou filha desta terra, filha de Maria Luíza e de Tenilson Brandão, servidores públicos como muitos de vocês aqui. Em 2007 me formei como jornalista e trabalhei na Folha de Boa Vista, na TV Roraima. Criei uma coluna no jornal Folha de Boa Vista, sempre trabalhando pela cultura, pela arte e defendendo aqueles que mais precisam”, destacou.

Durante o discurso, Vanessa agradeceu o apoio recebido de Teresa Surita, prefeita de Boa Vista, capital, por cinco vezes, e afirmou que foi acolhida pelo MDB ao decidir ingressar na disputa eleitoral.
“Eu fui recebida de todo coração por ela, Teresa Surita. Ela me acolheu e disse: ‘Vanessa, o MDB respeita as candidatas mulheres. Vem pra cá que eu te acolho’. E assim foi. É a união feminina que faz a força”, lembrou.
Além da atuação na comunicação, Vanessa Brandão também construiu trajetória na área cultural. Cineasta e escritora, ela participa de movimentos voltados ao fortalecimento da cultura em Roraima, com atuação em iniciativas ligadas ao audiovisual, à literatura e à valorização da produção artística local.
Segundo a candidata, a cultura deve ser tratada como instrumento de desenvolvimento social, geração de oportunidades e preservação da identidade roraimense, especialmente por meio de políticas públicas que ampliem o acesso de artistas e produtores culturais a mecanismos de incentivo e financiamento.
Proposta para ampliar atendimento em saúde mental
Durante a campanha, Vanessa abordará temas relacionados à saúde e bem-estar da população, dois eixos fundamentais para o desenvolvimento humano e social. Entre as propostas, está a criação de uma plataforma pública de saúde mental que integre aplicativo e atendimento por telessaúde para ampliar o acesso da população a psicólogos e outros profissionais especializados.
Segundo Vanessa Brandão, a proposta busca reduzir as dificuldades enfrentadas por pessoas que necessitam de acompanhamento psicológico, especialmente em municípios e comunidades onde há escassez desses serviços.
A ideia prevê que o cidadão faça um cadastro pela internet e passe por uma avaliação inicial por telessaúde. Após essa etapa, o sistema faria o encaminhamento ao profissional ou ao polo credenciado mais adequado para cada caso.
As consultas ocorreriam de forma remota, com acompanhamento profissional. Pelo modelo defendido pela candidata, o poder público subsidiaria a maior parte do custo do atendimento, enquanto o paciente contribuiria com uma pequena parcela em regime de coparticipação.
Vanessa afirma que a proposta também poderá ampliar oportunidades de trabalho para psicólogos e demais profissionais da área, ao mesmo tempo em que contribuirá para reduzir a demanda reprimida nos serviços públicos de saúde mental.
Indicadores
“Em Roraima, os dados acendem um alerta. Entre 2020 e 2024, o número de notificações de violência autoprovocada quase dobrou no estado. Além disso, somente em 2024, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPs II) realizou mais de 19 mil atendimentos. Esses números mostram que a demanda existe, mas o cuidado precisa chegar antes que o sofrimento se transforme em uma emergência”, frisou a candidata a deputada.
Para Vanessa Brandão, ampliar o acesso ao atendimento psicológico representa um investimento em prevenção e qualidade de vida.
“São mais pessoas recebendo atendimento psicológico, menos sofrimento silencioso e mais oportunidades para os profissionais da saúde. A saúde mental não pode continuar sendo privilégio de quem pode pagar. Ela precisa ser tratada como um compromisso permanente do poder público”, concluiu.






