Isael Munduruku chama governo Bolsonaro de “imundo” e diz que Maria do Carmo “presta continência” 

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“Este candidato ao governo (federal), que é o Flávio Bolsonaro, a quem a senhora presta continência, é um governo que pensa e sempre pensou em destruir a Zona Franca de Manaus. Pare com isso!”, afirmou o único candidato indígena ao Governo do Amazonas, Isael Munduruku (Rede), em réplica direcionada à candidata Maria do Carmo Seffair (PL). O confronto ocorreu durante debate promovido pela TV A Crítica, nesta segunda-feira, 28.

Na sequência, o candidato elevou o tom e relacionou a posição de Maria do Carmo ao governo de Jair Bolsonaro.

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“A senhora tem uma história a preservar. Não misture o seu nome, não misture a sua trajetória com esse governo imundo, que é o governo que foi o do pai do Flávio Bolsonaro”, declarou.

Munduruku também afirmou que Jair e Flávio Bolsonaro pretendem prejudicar o modelo econômico amazonense. “Eles querem destruir a Zona Franca de Manaus e já deixaram isso muito claro, seja no governo dele, seja agora com o filho como candidato a presidente”, disse.

Ao dirigir a fala aos eleitores, Isael Munduruku argumentou que a disputa pelo governo estadual também envolve a defesa da Zona Franca e vinculou diretamente Maria do Carmo ao projeto político que acabara de criticar.

“Nós, amazonenses, não podemos aceitar isso! E o governo e as propostas da senhora Maria do Carmo representam essa destruição daquilo que nós construímos com muito sacrifício”, afirmou.

Maria do Carmo rebate com situação dos indígenas

Na tréplica, Maria do Carmo direcionou a resposta às condições de vida da população indígena no interior do Amazonas.

Maria afirmou ter visitado comunidades indígenas na região de São Gabriel da Cachoeira e disse que encontrou populações em situação de abandono.

“Sabe de uma coisa? O teu povo está abandonado! Sabe o que eles querem da gente? Trabalho!”, declarou, dirigindo-se a Munduruku.

A candidata afirmou ter assumido compromissos com indígenas de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e outras regiões, incluindo o Vale do Javari. Também declarou que pretende permitir que os povos indígenas “usufruam da riqueza onde estão assentados”.

Contexto

As falas de Isael Munduruku têm como base as críticas feitas pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, enquanto senador, à Zona Franca de Manaus, após os incentivos concedidos ao modelo terem sido preservado a na reforma tributária. Segundo a Superintendência da  Zona Franca de Manaus (Suframa$, o modelo econômico gera cerca de meio milhão de empregos diretos e indiretos no Amazonas, fator que contribuiu para sua preservação. 

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