Em Silves, associação de produtores rurais assistida dá início à colheita de café com estimativa de 147 sacas por hectare

A Associação Solidariedade Amazonas (ASA), localizada no município de Silves (distante 204 quilômetros de Manaus), deu início à colheita da safra de café de 2026. Com o envolvimento de 34 famílias, a associação, assistida pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), tem observado uma safra mais produtiva que o esperado, com a estimativa de 147 sacas por hectare para este ano.

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Segundo o gerente da Unidade Local (UnLoc) Idam/Silves, Raimundo Nonato Pereira, o Idam tem um longo histórico de assistência com a associação. A colheita do café, pertencente à variedade híbrida Robustas Amazônicos, teve início no sábado (16/05).

“Assistimos os membros da associação com os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), em especial a emissão do Cartão do Produtor Primário (CPP), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e inscrições no Cadastro Ambiental Rural (CAR)”, explicou o gerente.

Os números representam os resultados positivos observados desde a introdução da variedade de café Robustas amazônico, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e introduzida à agricultura amazonense com o auxílio do Idam. Desde a introdução da variedade híbrida, a cafeicultura no estado cresceu em mais de 340%.

Para o vice-presidente da ASA, Roque Lins, este é um momento de muita felicidade. O agricultor já antecipa uma safra muito superior aos anos anteriores.

“Somos muito gratos ao apoio que recebemos e que permitiu termos os resultados de agora. A ASA e o Idam têm uma parceria de longa data, nos apoiando desde o início”, agradeceu o vice-presidente.

Robustas Amazônicos

A variedade híbrida Robustas Amazônicos foi desenvolvida pela Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, no Amazonas, foi cultivada de forma experimental, inicialmente, nos municípios de Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá, em 2017.

Os primeiros resultados foram observados, em 2021, com as primeiras colheitas. Desde então, a variedade híbrida, desenvolvida para atender às especificidades do clima e ambiente amazônico, se difundiu por meio da distribuição de mudas e metodologias de capacitação.

Fotos: Divulgação/Idam

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