“Ela não sabe para que veio”, diz Roberto Cidade ao acusar Maria do Carmo de tentar barrar mutirões para crianças com TEA

O governador do Amazonas e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Brasil), da coligação União pelo Amazonas, criticou, nesta quarta-feira (26), a candidata ao governo Maria do Carmo Seffair (PL) por recorrer à Justiça contra ações realizadas pela administração estadual. Cidade afirmou que as medidas judiciais buscam atingir sua gestão e citou os mutirões de consultas neuropediátricas destinados a crianças.

A declaração ocorreu após Cidade ser questionado pela imprensa sobre os resultados das últimas pesquisas de intenção de voto e sobre ações apresentadas à Justiça envolvendo os CAICs TEA e mutirões de atendimento realizados pelo Governo do Amazonas.

Maria do Carmo Seffair ingressou na Justiça para questionar mutirões de saúde realizados pelo Governo do Amazonas, questionando se as ações estão sendo usadas eleitoralmente. Entre eles, estão os voltados a idosos e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em evento de campanha, o governador direcionou críticas a Maria do Carmo e acusou a adversária de recorrer ao Judiciário como estratégia para tentar interromper iniciativas de sua administração. “A candidata não sabe pra que veio. Ela fica usando a Justiça, tentando esse mecanismo para me parar. E olha onde ela chegou: tentando barrar mutirão de consultas neuropediátricas com as nossas crianças”, afirmou.

Leia também: Quaest: 71% avaliam governo Roberto Cidade como positivo ou regular

Cidade argumentou que, apesar do período eleitoral, permanece no exercício do cargo de governador e precisa continuar cumprindo a agenda administrativa. Segundo ele, visitas a obras, mutirões de consultas e outras ações do Executivo não podem ser interrompidos em razão da disputa eleitoral. “Querem que eu trabalhe ou que eu pare de trabalhar? Eu tô na condição de governador”, questionou.

O candidato também afirmou que as iniciativas judiciais não impedirão a continuidade das ações de sua gestão. “Tentam prejudicar a nossa gestão, mas não vão conseguir, porque a gente vai continuar avançando cada vez mais”, disse.

Durante a resposta, Cidade defendeu ainda as mudanças realizadas na estrutura administrativa desde que assumiu o Governo do Amazonas. Segundo ele, mais de 30 mudanças foram feitas entre secretarias e autarquias, incluindo áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública.

O governador disse que as substituições ocorreram para formar uma equipe alinhada à maneira como pretende conduzir a administração estadual. “No momento que eu consegui encontrar os secretários que pensam como eu, que querem trabalhar como eu trabalho, eu troquei todas as pastas que eu achava necessário”, declarou.

Cidade voltou a relacionar as disputas judiciais às políticas direcionadas às famílias atípicas e acusou adversários que buscam chegar ao governo de tentar prejudicar esse público. “Há pessoas que querem a todo custo chegar ao poder e tentam atrapalhar as famílias atípicas”, afirmou.

Ao final, o governador também contrapôs sua experiência na administração pública à trajetória de Maria do Carmo, empresária do setor educacional, e afirmou que gerir uma empresa privada é diferente de administrar órgãos e recursos públicos.

“Você trabalhar na iniciativa privada é uma coisa. Você trabalhar em algum órgão público, você trabalhar na gestão pública, como gestor, como no Executivo ou como também gestor no Legislativo, é totalmente diferente”, declarou. Antes de assumir a cadeira de governador, em abril, por ocasião da renúncia do então governador Wilson Lima, Cidade, exercia o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Foto: divulgação

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