O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes, reabriu, nesta terça-feira (8), o prazo da licitação para contratar uma empresa responsável pela manutenção de 126,3 quilômetros da BR-230, a Transamazônica, no Amazonas. O segmento termina no entroncamento com a BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho e concentra uma das principais discussões sobre infraestrutura e licenciamento ambiental na região.
O aviso de reabertura do Pregão Eletrônico nº 90035/2026 foi publicado nesta terça-feira. A contratação prevê serviços de conservação e recuperação rodoviária entre os quilômetros 516,3 e 642,6 da BR-230/AM, no trecho que vai do rio Amazonía, após a área indígena Tenharim, até o entroncamento com a BR-319, no sentido de Manaus. As empresas interessadas podem apresentar propostas desde esta terça-feira. A abertura está prevista para 23 de setembro, às 9h30. A área abrangida pelo edital não faz parte do trecho do meio da BR-319.
Transamazônica
A BR-230, conhecida como Transamazônica, é uma rodovia federal que liga as regiões Nordeste e Norte do país. Segundo o DNIT, a estrada começa em Cabedelo, na Paraíba, e segue até Lábrea, no sul do Amazonas, com 4.173,9 quilômetros de extensão já implantada e outros 859,2 quilômetros previstos em seu traçado.
Ao longo do percurso, atravessa sete estados: Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas. Inaugurada em 1972, a Transamazônica foi concebida como um grande eixo de integração nacional e hoje tem papel importante tanto no deslocamento de pessoas quanto no transporte de mercadorias e no escoamento da produção entre as regiões por onde passa.
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Recuperação da BR-319
Alvo de polêmica nas últimas décadas, a recuperação integral da BR-319 é uma reivindicação histórica no Amazonas por ser a única ligação rodoviária de Manaus com Porto Velho e, a partir de Rondônia, com o restante da malha rodoviária nacional. O principal impasse está na reconstrução e pavimentação do Trecho do Meio.
Em julho de 2022, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) concedeu Licença Prévia para a reconstrução e pavimentação dos quilômetros 250 a 655,7. A licença reconheceu a viabilidade ambiental do empreendimento, mas estabeleceu condicionantes e não equivale à autorização para executar toda a pavimentação.
Em outubro de 2025, o DNIT informou que continuava cumprindo exigências da Licença Prévia e trabalhando no processo necessário às obras do Trecho do Meio. Mais recentemente, o DNIT recebeu licença do Ibama para substituir por estruturas de concreto três pontes localizadas nos km 575,73, 590,13 e 601 da BR-319, todos dentro do Trecho do Meio.
Atualmente, a BR-319 tem seis frentes de obras em andamento entre Manaus e Humaitá. No trecho do meio estão concentradas algumas das principais intervenções, com máquinas trabalhando na preparação da base, terraplanagem e aplicação de revestimento em diferentes pontos da estrada. A informação foi confirmada pela assessoria do senador Omar Aziz, que esteve na região no último fim de semana.
ONGs e entidades ligadas ao meio ambiente mantém constantes alertas sobre a ausência de garantias de mecanismos que coíbam crimes ambientais na região, em especial, desmatamento,, incêndios e grilagem.
Foto: Assessoria Omar Aziz







