Asprom denuncia condições de risco em escola da Prefeitura de Manaus; professor afirma ter perdido carga horária após relatar problemas

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O Sindicato dos Professores e Pedagogos do Ensino Público da Educação Básica do Município de Manaus (Asprom Sindical) denunciou, nesta quinta-feira, 6, uma série de problemas estruturais e de segurança na Escola Municipal Professora Dalvina Silva de Oliveira, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. A escola é gerida pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), órgão da Prefeitura de Manaus, e, segundo a entidade de classe, uma vistoria realizada após denúncias de professores e identificou situações que colocam em risco servidores e estudantes.

De acordo com o Sindicato, a escola tem 18 Salas, todas funcionando e superlotadas. Cerca de 70 profissionais atuam na estrutura.

Além das irregularidades, o caso ganhou um novo desdobramento após um professor afirmar que foi retirado da carga de História no turno vespertino depois de participar das denúncias. O docente atribui a mudança a uma represália.

“Em represália a essa denúncia feita aí, na escola, eu fui tirado da carga de História da tarde. Hoje eu recebi a notícia que tinha a pessoa lá no meu lugar na carga”, denunciou o professor Ian Lemos em vídeo.

Leia também: Greve: Professores protestam contra reforma da Previdência Municipal e pedem diálogo com David Almeida 

Sindicato diz ter confirmado denúncias

Em nota divulgada nesta quinta-feira (6), a Asprom informou que esteve na unidade após ser procurada por professores. A visita ocorreu na terça-feira (4), quando representantes da entidade verificaram as condições relatadas pelos servidores.

De acordo com o Sindicato, foram constatadas redes de proteção rasgadas nos corredores, inexistência de rota de fuga e ausência de extintores de incêndio. Nas escadas, a entidade aponta a falta de corrimão em um dos lados.

No refeitório, os problemas relatados incluem ralo aberto, aparelho de ar-condicionado e ventilador quebrados e fiação elétrica exposta.

A situação descrita para a cozinha inclui riscos adicionais. Segundo a Asprom, há fogão com vazamento de gás, tanque com revestimento quebrado e risco de contaminação, ambiente quente e sem ventilação adequada, além da utilização de ventiladores em condições que, conforme a entidade, poderiam favorecer a contaminação dos alimentos. O local também não tem extintores nem rota de fuga, afirma a entidade de classe.

Funcionários também relataram ao sindicato a inexistência de espaço destinado ao descanso durante a jornada de trabalho.

Risco de tragédia

No comunicado, a Asprom afirma ainda que a infraestrutura da escola está “deteriorada profundamente” e sustenta que os problemas representam risco para quem frequenta a unidade.

A entidade informou que está encaminhando ofício à Semed para cobrar explicações sobre o que classificou como demora na adoção de providências.

“Diante do risco iminente de ocorrer uma tragédia no interior desta escola, o Sindicato está enviando um ofício ao Secretário da Educação Municipal de Manaus cobrando explicações sobre o motivo da demora da tomada de providências”, diz trecho da nota.

O sindicato também manifestou preocupação com eventuais consequências aos servidores responsáveis pelas denúncias e afirmou que professores e pedagogos não devem sofrer retaliação ou perseguição por relatarem problemas existentes no ambiente de trabalho.

A denúncia da Asprom e a declaração do professor constituem, até aqui, versões apresentadas pelos denunciantes. O Amazônia Plural enviou pedido de resposta à Semed e aguarda retorno.

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