O governador do Amazonas, Roberto Cidade, anunciou, nesta sexta-feira, 31, o pagamento de mais de R$ 84 milhões destinados às empresas médicas prestadoras de serviços à rede estadual de saúde. O anúncio foi feito em vídeo gravado na sede da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), ao lado do secretário de Estado da Saúde, Luís Alberto Saraiva, e ocorre em meio à crescente pressão da categoria médica, que denuncia atrasos nos repasses desde o ano passado e a existência de débitos acumulados de exercícios anteriores, incluindo 2024.
Segundo o governador, um novo pagamento de R$ 43 milhões será realizado na próxima semana, contemplando duas competências. Cidade afirmou ainda que, entre abril e julho, o governo estadual já desembolsou R$ 255 milhões para pagamentos relacionados aos serviços médicos em todo o Amazonas.
“Hoje, nós fizemos o pagamento dos médicos do Estado do Amazonas. Só na data de hoje, foram pagos mais de R$ 84 milhões. E, na próxima semana, mais R$ 43 milhões”, declarou o governador.
Apesar do anúncio, o próprio chefe do Executivo reconheceu que ainda existem passivos financeiros pendentes. Durante a gravação, Cidade informou que o governo pretende iniciar, na próxima semana, uma rodada de conversas com representantes da categoria e responsáveis pelas empresas prestadoras para discutir a regularização das dívidas acumuladas.
“Nós iremos ter uma conversa com todos os profissionais, com todos os responsáveis, para que a gente possa entrar num entendimento e ver os débitos anteriores, para que a gente possa começar a solucionar de vez essa questão que se arrasta há anos”, afirmou.
A manifestação do governador ocorre após semanas de mobilização de médicos que atuam por meio de empresas contratadas pelo Estado e de declarações públicas feitas nesta sexta por entidades de classe, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM).
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Os profissionais afirmam que diversas prestadoras de serviço enfrentam atrasos de pagamento desde 2025, além de pendências financeiras referentes a contratos de 2024. Segundo a categoria, a situação compromete a continuidade da assistência, dificulta o pagamento de equipes e fornecedores e gera insegurança quanto à manutenção dos serviços na rede pública.






