CREMAM e SIMEAM divulgam nota conjunta sobre atrasos salariais de médicos da rede estadual

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM) e o Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM) divulgaram, nas redes sociais, uma nota pública conjunta na noite de quinta-feira (29), após reunião realizada na sede do conselho, para se posicionar sobre os atrasos remuneratórios relatados por médicos da rede pública estadual e os possíveis impactos da situação na organização dos serviços de saúde no Amazonas.

Os atrasos ocorrem desde 2024 e somam cerca de R$ 100 milhões, incluindo empresas médicas prestadoras de serviços que incluem várias especialidades.

No documento, as entidades afirmam que, apesar das dificuldades pessoais e profissionais enfrentadas em razão dos atrasos nos pagamentos, os médicos amazonenses têm mantido o compromisso ético com os pacientes e com a continuidade da assistência.

Leia também: Governo do Amazonas e médicos fazem nova reunião para tratar de pagamentos e manutenção de serviços

A nota também destaca que a prestação regular, digna e segura dos serviços médicos depende de condições adequadas de trabalho. Entre os fatores apontados estão a disponibilidade contínua de insumos, infraestrutura tecnológica e o pagamento das remunerações dentro dos prazos.

Segundo o CREMAM e o SIMEAM, a manutenção dessas condições é considerada essencial para assegurar a qualidade da assistência prestada à população.

As entidades informaram ainda que continuarão acompanhando a situação “com firmeza, responsabilidade e autonomia institucional”, comprometendo-se a manter a sociedade informada sobre as providências formalmente adotadas e os fatos devidamente confirmados.

Na manifestação, o conselho e o sindicato reiteram que a atuação conjunta busca defender o exercício da medicina e o direito da população a uma saúde pública considerada digna, segura e eficiente.

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