Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo Seffair (PL) vão disputar o segundo turno para o Governo do Amazonas. O atual governador Roberto Cidade (União Brasil) ficou em terceiro e não conseguiu se reeleger. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que, quando nenhum candidato ao governo alcança mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno. Os percentuais e os votos dos candidatos estão sendo contabilizados pela Corte.
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O resultado encerrou uma das principais incertezas que marcaram os últimos dias da campanha. Pesquisas divulgadas na reta final apontavam Omar, que tem o apoio do presidente Lula (PT), na primeira posição, mas mostravam uma disputa apertada pela segunda vaga. Na Quaest divulgada na véspera da eleição, Roberto Cidade aparecia com 21% das intenções de voto e Maria do Carmo, candidata que recebe o apoio da família Bolsonaro, com 20%, em empate técnico considerando a margem de erro.
Omar também chegou às urnas com desempenho superior aos 34% registrados pela última Quaest, alcançando mais de 40% dos votos válidos. As diferenças reforçam o caráter das pesquisas eleitorais como retratos do momento em que as entrevistas são realizadas, e não como previsões do resultado da votação.
Cidade fica fora da disputa
O terceiro lugar de Roberto Cidade também representa a interrupção do projeto de continuidade do grupo que comandava o Governo do Amazonas. Cidade chegou ao Executivo estadual em 2026, depois de ter presidido a Assembleia Legislativa, e contou com o apoio do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), que deixou o cargo para concorrer ao Senado. A relação política entre os dois já estava estabelecida no processo que levou Cidade ao governo.
Cidade disputou a eleição pela coligação liderada pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, uma das principais forças partidárias da campanha estadual, presidida no Amazonas por Wilson Lima. Apesar da estrutura política e de concorrer já ocupando o Palácio do Governo, terminou atrás de Omar e Maria e encerra o primeiro turno fora da disputa pela permanência no cargo, gerando uma expectativa sobre um eventual apoio no segundo turno. David Almeida (Avante), ex-prefeito de Manaus, ficou em quarto na disputa.
Wilson Lima também fica fora das duas vagas ao Senado
O ex-governador Wilson Lima também ficou de fora das vagas em disputa para o Senado. O ex-governador concorreu pelo União Brasil e terminou a eleição na quarta colocação.
Duas cadeiras do Amazonas estavam em disputa neste ano e foram preenchidas por Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB), ambos reeleitos. Plínio, que figurou em terceiro colocado durante a maior parte da apuração, suplantou o candidato do PL, o deputado federal Capitão Alberto Neto, apoiado por Flávio Bolsonaro no Estado.
Wilson Lima havia renunciado ao Governo do Estado em abril para disputar a uma das vagas para o Senado, após uma indefinição meses antes se deixaria ou não a cadeira de chefe do Executivo. A reta final já indicava dificuldades para o ex-governador. Na última Quaest, divulgada no sábado, Wilson aparecia em quarto lugar nos votos válidos, atrás de Eduardo Braga (MDB), Capitão Alberto Neto (PL) e Plínio Valério (PSDB).






