Polícia Científica dá início à perícia na Videolar-Innova após vazamento de gás tóxico em Manaus

A Polícia Científica do Amazonas deu início, nesta segunda-feira, 20, aos trabalhos de perícia na indústria petroquímica Videolar-Innova, no Distrito Industrial de Manaus, local onde ocorreu o vazamento de gás tóxico que mobilizou equipes de emergência na capital entre quarta-feira, 15, e ontem, 19. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do acidente e apontar possíveis responsabilidades. Mais de R$ 22 milhões em multas foram aplicadas à empresa por órgãos ambientais do Estado e do Município.

Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros segue atuando no local e informou, no sexto dia da operação, que não há mais risco de contaminação para a população. Com a redução do perigo, foi autorizada a retomada das atividades no Polo Industrial de Manaus, além do funcionamento normal das escolas e dos serviços públicos na região.

Leia também: Vazamento de estireno em Manaus: partículas químicas atingiram igarapé e solo; estudo vai dimensionar contaminação e impactos ambientais

Apesar da liberação, as equipes de emergência permanecem na fábrica realizando o resfriamento do tanque que armazenava a substância, procedimento considerado necessário para que a retirada do material ocorra de forma segura.

Segundo as autoridades, mais de 500 pessoas procuraram atendimento médico após o incidente. Paralelamente, a Polícia Civil investiga se a morte de um homem de 60 anos pode ter sido provocada pela exposição ao gás liberado durante o acidente.

A Videolar-Innova, que atua na produção de plástico, foi autuada em mais de R$ 22 milhões por crime ambiental. Em nota, a Inova lamentou o ocorrido e informou que está apurando as causas do vazamento. A empresa também afirmou que adotará medidas para reforçar a segurança e evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

Nova multa

Após a aplicação de multas efetuada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informa que autuou, na tarde desta sexta-feira (17/07), em R$ 12,5 milhões, a indústria Videolar-Innova, onde ocorreu o vazamento de monômero de estireno registrado na última quarta-feira (15/07), no Distrito Industrial I, em Manaus. A penalidade foi aplicada por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente, que causou significativo desconforto respiratório e olfativo à população afetada.

A ação está fundamentada na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), no Decreto Federal nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ambientais, e no Decreto Estadual nº 51.355/2025, que disciplina a fiscalização e a aplicação de penalidades ambientais no Amazonas.

Desde o acionamento da ocorrência, o Ipaam acompanha a execução do Plano de Ação de Emergência (PAE) da empresa e fiscaliza as medidas adotadas para conter o vazamento. A indústria opera com Licença de Operação (LO) vigente, válida até outubro de 2026.

A equipe técnica do Ipaam segue realizando avaliações para verificar a eventual ocorrência de impactos ambientais e o cumprimento das condicionantes da Licença de Operação da empresa. Conforme os resultados das fiscalizações e das análises técnicas, ainda em andamento, o Instituto poderá adotar outras medidas administrativas previstas na legislação ambiental, caso sejam constatadas irregularidades.

Foto: reprodução

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