O Estado do Amazonas está, temporariamente, sem governador em exercício após as renúncias de Wilson Lima (União Brasil) e Tadeu de Souza (Progressistas), formalizadas na noite de sábado (4), prazo final para desincompatibilização previsto na legislação eleitoral para as eleições de 2026.
De acordo com a Constituição estadual, o cargo deveria ser assumido automaticamente pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), o que não havia ocorrido até o momento. Na ausência dele, a chefia do Executivo cabe ao presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Jomar Ricardo Saunders Fernandes.
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A eventual posse de Roberto Cidade no governo interino tem implicações diretas no cenário eleitoral. Anunciado recentemente como pré-candidato a deputado federal pela federação União Progressista, ele fica impedido, segundo a legislação eleitoral, de disputar o cargo caso assuma o Executivo estadual. Nesse cenário, só poderia concorrer à reeleição como governador, desde que seu nome seja confirmado por meio de eleição indireta na ALEAM, prevista para ocorrer em até 30 dias, conforme determina a Constituição do Estado em seu artigo 52.
Nos bastidores, lideranças políticas já se articulam em torno da sucessão. Segundo informações confirmadas por fontes ao portal Amazônia Plural, pré-candidatos ao governo, como o senador Omar Aziz (PSD), participam de reuniões com deputados estaduais para definir posicionamentos e consolidar apoios visando à eleição indireta.
Após a janela partidária, a composição da ALEAM indica vantagem numérica do União Brasil, legenda de Wilson Lima, que conta com oito deputados estaduais. O PSD, partido de Omar Aziz, possui quatro parlamentares. Já PL e Republicanos somam três deputados cada, enquanto Podemos e PT têm um representante cada.
Fontes ouvidas pela reportagem indicam que Roberto Cidade tende a assumir o governo interinamente apenas se houver viabilidade política para confirmar seu nome na eleição indireta. Caso contrário, a ocupação do cargo poderia inviabilizar sua candidatura a outro posto eletivo em 2026.






