Manaus e outras sete cidades do Norte figuram entre os piores índices de saneamento do país

Manaus e outras sete cidades da Região Norte estão entre as 20 piores colocadas no ranking de saneamento básico entre os 100 municípios mais populosos do Brasil, segundo o Ranking de Saneamento 2026, divulgado na terça-feira (17) pelo Instituto Trata Brasil. O estudo, elaborado em parceria com a GO Associados e baseado em dados de 2024, avalia o desempenho das cidades a partir de indicadores do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, do Ministério das Cidades, como nível de atendimento, evolução da cobertura e eficiência dos serviços.

Além de Manaus, constam na lista outras quatro capitais do Norte: Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Belém (PA) e Macapá (AP). Ananindeua (PA) e Santarém (PA) também completam a lista como representantes da região na classificação, sendo a última delas a que apresentou a pior colocação, com pontuação 100 na análise geral. Os indicadores de atendimento total de esgoto e tratamento total de esgoto ficaram em 3,8% e 9,26%, respectivamente.

Em contrapartida, o ranking dos municípios com os 20 melhores desempenhos não tem a presença de representantes do Norte. Franca (SP) foi a cidade que obteve a melhor pontuação entre as analisadas, com nota 1. Neste caso, os indicadores de atendimento total de esgoto e tratamento total de esgoto ficaram em 98,91% e 95,98%, respectivamente.

Outro dado que chama a atenção é o investimento per capita que, em cidades com melhores desempenhos, foi de, em média, R$ 176,17. Nos municípios com os piores desempenhos, a média foi de R$ 77,58 por habitante. O valor estabelecido pelo Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico), do Ministério das Cidades, como referência para a universalização do saneamento nos municípios, é de R$ 225 por habitante.

Considerando a diretriz nacional, a média das cidades mais bem rankeadas ficou 22% abaixo do estabelecido, enquanto que nos municípios com os piores desempenhos, a mesma média ficou 66% abaixo do ideal, demonstrando disparidade entre as regiões.

Porto Velho tem o menor percentual de atendimento de água

De acordo com o relatório, 28 dos 100 municípios avaliados atingiram a universalização do abastecimento de água conforme as metas do Marco Legal do Saneamento, sendo 11 deles, com cobertura total de 100%. O estudo aponta, no entanto, que o menor percentual de atendimento de água, em 2024, foi de 30,74%, registrado em Porto Velho, capital de Rondônia, que repetiu a colocação do ano anterior.

O indicador médio de atendimento dos 100 maiores municípios foi de 93,55% e mostra uma queda sutil frente ao índice de 93,91% observado em 2023. No geral, os municípios considerados possuem níveis de atendimento em água superiores à média brasileira total, que foi de 84,1%.

Dos dez melhores no ranking, seis estão no Estado de São Paulo. Entre os dez piores, três estão em Pernambuco e outros três no Pará.

Leia também: Novos títulos verdes financiarão economia circular e saneamento

O compilado aponta que Santarém, que aparece na lista dos piores colocados em atendimento total de água, também é o município com o pior desempenho quando se trata de coleta de esgoto dentro todos os analisados, com 3,28% da população com acesso ao serviço. Na sentido inverso, três municípios da amostra alcançaram 100% de cobertura na coleta de esgoto: Curitiba (PR), Santo André (SP) e Juiz de Fora (MG).

Pará

O estudo mostra que, entre os 20 piores municípios avaliados através dos indicadores de saneamento, quatro estão no Pará, estado que, em 2025, recebeu a COP30 (Conferência das Nações Unidas para o Clima), da ONU (Organização das Nações Unidas). O evento trouxe, entre as pautas de debates, o tema saneamento como um dos fatores que contribuem para a poluição e as mudanças climáticas no mundo.

Veja o estudo completo

Foto: Canva – Banco de Imagens

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