O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), anunciou nesta segunda-feira (3) que não disputará uma vaga ao Senado Federal nas eleições deste ano e que permanecerá no comando do Executivo estadual até o fim do mandato, em janeiro de 2027. Nos bastidores, havia a expectativa de que o mandatário confirmasse a pré-candidatura, seguindo uma tendência observada no Amazonas, onde ex-governadores costumam disputar o Senado na reta final de seus mandatos, aproveitando a visibilidade do cargo e a estrutura política consolidada ao longo da gestão.
“Vou trabalhar com essa perspectiva. Decido continuar a obra que foi iniciada nesse governo. Ficarei até o final do meu mandato”, afirmou, durante coletiva de imprensa convocada pelo União Brasil, sigla que preside no Amazonas.
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Na ocasião, Lima informou que o partido pretende lançar chapas próprias para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e para a Câmara dos Deputados. Sobre uma eventual candidatura ao Senado, disse que o tema ainda está em discussão com a direção nacional da legenda.
“Já temos o entendimento de que o União lança chapa para (deputado) estadual e federal e estamos conversando com a direção nacional para entender qual é o encaminhamento para o Senado”, declarou.
Em segundo mandato como governador, Wilson Lima também foi questionado sobre a possibilidade de apoiar uma candidatura de seu vice, Tadeu de Souza, a cargo eletivo. Segundo ele, ainda não há definição. Tadeu deixou o Avante, partido do prefeito de Manaus e pré-candidato ao governo estadual, David Almeida, e filiou-se ao Progressistas, que integra federação com o União Brasil com vistas às eleições 2026.
O vice-governador vem cumprindo agenda no interior do estado, atividade que, segundo Wilson Lima, deve ser intensificada nos próximos meses, o que reforça a possibilidade de uma futura candidatura. “O União Brasil hoje é a maior agremiação partidária do país, considerando a federação com o Progressistas”, comentou Lima.
A decisão de não concorrer a uma das duas vagas ao Senado em disputa no Amazonas, afirmou o governador, foi tomada após consultas à família e a aliados políticos.
“Hoje, venho aqui com a cabeça serena para falar da decisão que eu tomei. Conversei com minha família (…). Ocupar a cadeira de governador não é um propósito ou um projeto pessoal. Ele é um projeto de Estado. A cadeira de governador não é espaço pra vaidade, pra ego. Não é palco, é responsabilidade. Hoje, eu tomo uma decisão que é importante. Que não tem a ver com coragem, tem a ver com responsabilidade, com continuidade. E eu decido continuar a obra que foi iniciada nesse governo. Ficarei até o final do meu mandato”, assegurou.
Entre as justificativas apresentadas está a reestruturação da rede estadual de saúde, iniciada na atual gestão. Segundo o governador, a reformulação contemplou unidades terciárias de alta complexidade, como o Hospital Delphina Aziz e o Pronto-Socorro 28 de Agosto, e terá como próxima etapa ações voltadas à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e aos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs).
“Meu acordo é honrar o compromisso e a credibilidade que me conferiu o povo do Amazonas, me tornando por duas vezes o governador mais votado desse Estado. Para eu continuar ajudando e contribuindo com a população do Amazonas, eu não dependo de cargos, assim como eu não dependi lá atrás”, concluiu.
Foto: Raimundo Paixão – Assessoria / União Brasil AM






