Pelo menos seis dos 121 mortos no último dia 28, durante a operação considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro para o combate ao crime organizado, são do Amazonas. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Segurança Pública (SSP), Vinicius Almeida, em entrevista a uma emissora de TV local. Entre os mortos, está um dos chefes da facção Comando Vermelho (CV) no Estado, identificado como Douglas Conceição de Souza, o ‘Chico Rato’. A SSP enviará membros da equipe de inteligência para acompanhar a identificação dos corpos no IML (Instituto Médico Legal) da capital carioca.
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Almeida informou que foi comunicado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (UB), sobre a presença de amazonenses entre os mortos na operação. Mas, admitiu que as informações são preliminares.
De acordo com o titular da SSP, a Secretaria tem mantido contato com o Governo do Rio de Janeiro, comandado pelo governador Cláudio Castro (PL), mas, ainda não foi informada oficialmente sobre as identidades dos amazonenses. Ontem, a Polícia Militar do RJ informou que, entre o armamento apreendido durante a operação, havia armas provenientes de Manaus e de regiões de fronteira.
O Estado está localizado em uma área considerada rota do tráfico de drogas de países como Colômbia e Peru na Amazônia.
Almeida também explicou que o objetivo de enviar profissionais do Amazonas para o Rio de Janeiro e dar mais celeridade à chegada de informações ao Estado, uma vez que, hoje, “o Rio de Janeiro está focado em resolver suas essas demandas (relacionadas à operação)” e não tem conseguido fornecer detalhes, o que, segundo o secretário, é compreensível.
Condenado
Douglas de Souza, o Chico Rato, único morto do Amazonas identificado até o momento, foi condenado, em 2019, a 40 anos de prisão, pela morte de dois irmãos, em 2017, em Manaus. Apesar de ser um dos chefes do CV no Estado, ele residia em um dos complexos alvo da operação da polícia do RJ, no último dia 28.
Foto: Tomaz Silva – Agência Brasil






