Policiais civis da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) efetuaram, na quarta-feira (22/04), a prisão de um professor de futsal, de 43 anos, suspeito do crime de estupro de vulnerável cometido contra um aluno de 10 anos.
A vítima, segundo as investigações, é integrante de um projeto vinculado ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do bairro Redenção, zona centro-oeste de Manaus.
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As investigações começaram no sábado (18/04), após a mãe da criança descobrir, no celular do filho, mensagens de cunho sexual enviadas pelo professor.
Segundo a Polícia Civil, durante a escuta especializada, a própria vítima confirmou que o suspeito a convidava para sua residência antes dos treinos, onde praticava beijos, toques corporais e outros atos libidinosos.
Em coletiva de imprensa, o delegado Jeferson Vicente, adjunto da Depca, informou que a madrasta desconfiou do comportamento da criança e realizou o espelhamento do WhatsApp utilizado por ela para conversar com o professor. Por meio do monitoramento, ela teve acesso a mensagens de teor sexual, chamadas de vídeo de longa duração e termos afetivos inadequados.
“A criança foi ouvida por meio de escuta especializada, conforme determina a Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017). No depoimento, a vítima confirmou que o professor a atraía para sua residência antes dos treinos, onde praticava os abusos”, detalhou o delegado.
As investigações apontaram que o homem havia começado a lecionar no projeto recentemente. Ele costumava levar os alunos para sua casa antes das atividades, onde oferecia jogos e brincadeiras. No entanto, o professor isolava a vítima em seu quarto para cometer os atos libidinosos.
Com base nos indícios, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e pela expedição de um mandado de busca e apreensão domiciliar, medidas deferidas pelo Poder Judiciário ainda no domingo (19/04).
A prisão foi efetuada no bairro Planalto, zona centro-oeste. Durante a busca na residência do suspeito, foram apreendidos dois aparelhos celulares que passarão por perícia para identificar possíveis provas adicionais.
O delegado ressaltou que o homem confessou parcialmente a proximidade com a criança, mas negou os abusos. “É possível que haja outras vítimas. A divulgação do fato é fundamental para estimular outras mães, cujos filhos foram treinados por esse professor, a verificarem se as crianças também foram vítimas”, relatou Jeferson Vicente.
O suspeito já possui antecedente criminal, datado de 2018, por posse de conteúdo pornográfico infantil em dispositivos eletrônicos.
O homem foi conduzido à Depca e responderá por estupro de vulnerável, permanecendo à disposição da Justiça.
Foto: Canva – Banco de Imagens






