O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luciano Moreira, disse acreditar que até o primeiro semestre de 2024, as pontes que colapsaram, em 2022, na BR-319 (AM-RO), estejam em pleno funcionamento. As estruturas ficam localizadas sobre os rios Autaz Mirim e Curaçá, no trecho do Amazonas. A informação foi repassada pelo gestor da autarquia federal em audiência ocorrida nesta terça-feira, 13, na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).
Até lá, ele informou que serão construídas pontes provisórias em estrutura metálica e de madeira para que os carros possam trafegar com mais comodidade. Afirmou, ainda, que o contrato com a Amazônia Navegações Ltda., para operacionalização da balsa dos rios Autaz Mirim e Curuçá, chegará ao fim em outubro e não será renovado.
“As travessias deram muitos problemas e o contrato não deve ser renovado. Vamos aproveitar a vazante e construir pontes semipermanentes. São rápidas de construir porque é metade metálica e metade de madeira. Pretendemos que até outubro elas estejam construídas. Terá uma mão, no ‘sistema do pare e siga’, e, embora não resolva, irá melhorar o tráfego. Vai ser mais rápido do que atual travessia por balsa. A reconstrução das pontes encontrou atrasos principalmente o na remoção dos escombros por causa da cheia e a correnteza. Mas na vazante vamos ter condições de resolver essa parte que é fundamental para a realização dos projetos que estão em fase de finalização”, disse.
O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade, aproveitou a audiência pública para cobrar formalmente o Dnit, para que encaminhe mensalmente informações sobre as atividades em curso para recuperação do tráfego na via.
Representante do Careiro Castanho, James Corina, afirmou que a trafegabilidade hoje na BR-319 remonta há 30 anos, quando as dificuldades eram tremendas. Responsável pelo transporte de pacientes de hemodiálise do Careiro Castanho para Manaus, James disse que vencer os desafios para trazer os pacientes para a capital é desgastante para todos, sobretudo, porque são constantes os dias em que as balsas e empurradores ficam inoperantes por inúmeros motivos.
“Hoje, se você quiser vir pra Manaus tem que passar a noite acordado, sobressaltado, porque você fica preocupado se vai perder a hora da balsa ou não. Todos os dias transporto pacientes de hemodiálise para Manaus e é sempre uma luta contra o tempo, contra os problemas. É combustível que não tem, peça da balsa que quebra ou o cabo de aço que dá o suporte pra balsa que rompe. O paciente vem pra Manaus pelo menos três vezes na semana e se ele perder um dia corre o risco de morrer. Sem contar que hoje a gasolina no Careiro Castanho custa R$ 7,00 o litro, o alimento está mais caro, tudo está mais caro porque está difícil de chegar. É muito triste e revoltante estarmos nessa situação”, reclamou.






