O volume de queimadas disparou na Amazônia durante o período chamado de inverno amazônico, cujo pico ocorre entre fevereiro e abril, com a intensificação das chuvas na região. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, entre 1 de janeiro e 22 de março deste ano, houve um aumento de 67% no volume de focos de incêndios no comparativo com o mesmo período de 2025. Na prática, o bioma, considerado um dos mais importantes do mundo, registrou 3,6 mil ocorrências em 2026 contra 2.158 no ano anterior.

Na Amazônia Legal, que compreende oito estados brasileiros e uma parte do Maranhão, o acréscimo foi de 50%, passando de 2,8 mil para mais de 4,2 mil focos. O número na delimitação geográfico-econômica é maior devido a uma combinação de fatores climáticos e humanos, tais como desmatamentos e grilagem.

Além de parte do Maranhão, os estados que integram a Amazônia Legal são: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso.
Cinco estados da Amazônia Legal apresentaram aumento percentual nas ocorrências, em 2026: Amapá (900%), Pará (167%), Maranhão (94%), Roraima (65%) e Tocantins (1%). Apesar de o maior aumento percentual ter ocorrido no Amapá, os estados do Pará e Roraima foram os que obtiveram os maiores volumes de focos de fogo: cerca de 1,3 mil e 1,1 mil, respectivamente. Em terceiro vem o Maranhão, com pouco mais de 1,1 mil registros.
Entre as regiões brasileiras, o Norte, que concentra a maior parte da Amazônia brasileira, se destaca com o maior aumento percentual nos focos de incêndios florestais: 78%, seguido do Nordeste com 44%. As demais regiões apresentaram queda, conforme o INPE, com destaque para o Acre, que recuou 90%.

Aumento já era notado em janeiro
O Amazônia Plural entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) solicitando informações acerca dos fatores que geraram o aumento nos incêndios florestais, mas não obteve retorno. Em janeiro, o INPE já mostrava um avanço nas queimadas na região, com aumento de 374%. À época, o MMA informou que o período era curto para uma análise dobre tendências futuras e destacou o cumprimento de políticas de prevenção e combate aos incêndios florestais, através do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade).
Veja os aumentos percentuais e a quantidade de queimadas em cada estado da Amazônia:
Acre: – 90% (4 focos)
Amapá: + 900% (40 focos)
Amazonas: -4% (89 focos)
Pará: + 167% (1.329 focos)
Rondônia: – 68% (21 focos)
Roraima: + 65% (1.183 focos)
Tocantins: +1% (181 focos)
Mato Grosso: – 40% (496 focos)
Maranhão: + 94% (1.115 focos)
Saiba mais: Pará apresenta aumento de 374% nos focos de queimadas nos primeiros dias de 2026
Foto: ilustrativa – Canva / Banco de Imagens






