O ditador venezuelano Nicolás Maduro passará por audiência de custódia, nesta segunda-feira, 5, às 14h (horário de Brasília), em um tribunal em Nova Iorque, formalidade que dá início ao processo judicial que ele deve enfrentar na Justiça americana. O juiz escolhido, Alvin Hellerstein, de 92 anos, julgou processos históricos nos EUA, como o relacionado aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O mesmo tribunal também condenou à prisão perpétua o narcotraficante mexicano Joaquín Gúzman, conhecido como El Chapo. Maduro responde a quatro acusações ligadas ao narcoterrorismo.
Nicolás Maduro chegou ao Tribunal nesta manhã, transferido de helicóptero de um complexo penitenciário no Brooklyn, região ao Sul da ilha de Manhattan. Ele e a esposa foram algemados e escoltados até o prédio judicial.
O ex-presidente venezuelano, capturado no último sábado, em Caracas, capital da Venezuela, durante uma operação militar desencadeada pelos Estados Unidos, enfrenta, desde 2020, a acusações relacionadas ao narcotráfico no país. À época, o presidente americano Donald Trump estava em seu primeiro mandato.
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Agora, responderá por mais quatro crimes denunciados pela Promotoria: conspiração para praticar narcoterrorismo; conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos; uso de armas de guerra em crimes de tráfico e conspiração para armada ligada ao narcotráfico. A primeira-dama, Cilia Florez, presa junto com Maduro, deve ser julgada por conspiração para tráfico de cocaína aos EUA.
Julgamento deve demorar
A expectativa é que o processo envolvendo o ex-presidente da Venezuela comece a ser julgado de fato daqui um ano, por conta do volume de acusações e por se tratar de uma ação que envolve um ex-chefe de Estado.
A defesa de Maduro ainda não foi definida. Uma das linhas de atuação deve ser pelo arquivamento do processo, uma vez que o ditador tem imunidade contra processos criminais por ser ex-presidente.
O tema será debatido no final da tarde de hoje, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), com a participação de representantes de 15 países, entre eles, Rússia e China, ambos contrários à prisão de Nicolás Maduro. A ONU já se manifestou contrária aos ataques e alegou violação dos direitos internacionais ao criticar as ações dos Estados Unidos.
*Com informações da rede Globo de televisão.
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