O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) iniciou uma investigação para apurar possíveis riscos estruturais na Ponte Rio Negro, em Manaus, após a divulgação de vídeos nas redes sociais mostrando erosão nas cabeceiras da estrutura. As imagens mostravam as fundações da ponte expostas devido à deterioração do solo, o que gerou preocupações quanto à segurança da obra.
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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) informou que engenheiros da secretaria estiveram no local para realizar uma análise técnica e constataram que a erosão observada não compromete as fundações das estacas da ponte. A Sedurb também anunciou que tomará as providências necessárias para a recomposição do talude afetado pela erosão.
A Ponte Rio Negro, inaugurada em 2011, é uma das principais ligações entre Manaus e a região metropolitana. Projetada para suportar as variações sazonais do nível do rio e as intensas chuvas amazônicas, a estrutura é monitorada regularmente para garantir a segurança dos usuários.
O MP-AM solicitou ao governo estadual informações detalhadas sobre a manutenção e inspeções realizadas na ponte, além de medidas preventivas adotadas para evitar danos estruturais. A investigação visa assegurar a integridade da estrutura e a segurança dos usuários.
Veja a nota da Sedurb na íntegra :
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) informa que recebeu notificação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e respondeu aos esclarecimentos solicitados. Ressalta que em janeiro deste ano, uma equipe técnica do órgão esteve no local e constatou não haver risco de desabamento. Durante a vistoria, não foram identificadas anomalias estruturais na superestrutura ou em seus elementos de apoio.
Foi observada uma interferência localizada na drenagem pluvial, nas proximidades de um dos pilares da ponte, com comprometimento da escada hidráulica e das manilhas de concreto. No entanto, tais elementos pertencem ao sistema de drenagem superficial e não integram a estrutura da ponte, não tendo sido identificada nenhuma consequência direta à fundação ou aos pilares da estrutura.
Foto: Ipaam






