Manaus está entre as 20 maiores cidades brasileiras com os piores indicadores de acesso ao saneamento básico, segundo o Ranking do Saneamento 2023, estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil e desenvolvido em parceria com a GO Associados. Entre os 100 municípios avaliados, a capital do Amazonas ficou em 83a na colocação geral, com uma cobertura de esgoto que chega a 25,45% das residências.
Quanto ao tratamento de esgoto, o indicador é ainda pior: 21,58%. O indicador de atendimento total de água foi de 97,50% e as perdas de água na distribuição chegam a 59,78% na capital. Ainda de acordo com o estudo, o investimento em saneamento por habitante, entre 2017 e 2021, foi de R$ 88,05. O ideal, conforme o instituto, seria de pelo menos R$ 203 por pessoa.
O município com os piores indicadores foi Macapá (AP) , com um investimento médio por morador de R$16,94 no mesmo período. O que apresentou o melhor desempenho foi São José do Rio Preto (SP), cujo investimento por habitante foi de R$124,66.
O estudo foi feito com o foco nos 100 maiores municípios do Brasil. O relatório faz uma análise dos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do ano de 2021, publicado pelo Ministério das Cidades.
De acordo com o relatório, a falta de acesso à água potável impacta quase 35 milhões de pessoas e cerca de 100 milhões de brasileiros não possuem acesso à coleta de esgoto, refletindo em problemas na saúde da população que diariamente sofrem, hospitalizadas por doenças de veiculação hídrica.
Os dados do SNIS apontam que o país ainda tem grandes dificuldades com o tratamento do esgoto, do qual somente 51,20% do volume gerado é tratado – isto é, mais de 5,5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são despejadas na natureza diariamente.






