O professor de jiu-jítsu Diego Marinho, 33, foi preso, na última segunda-feira, 20, por policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), sob suspeita de estuprar, em 2025, uma adolescente de 14 anos. Conforme a Polícia Civil, a prisão ocorreu na academia em que ele é instrutor da modalidade, localizada no bairro Nova Esperança, zona Oeste da capital amazonense.
A prisão ocorreu a partir de mandado expedido pela Justiça do Amazonas. A denúncia sobre o estupro foi formalizada por um representante da adolescente. A partir do boletim de ocorrência, a investigação colheu evidências para pedir a prisão do treinador ao Tribunal de Justiça.
Ainda de acordo com as investigações, o crime ocorreu na residência da vítima, durante uma visita do professor, que alegou ter até a casa para procurar o pai da adolescente, que é tatuador. No momento em que ele chegou, a menina estava só na residência, o que facilitou a ação.
Pelo menos outros três professores de jiu-jitsu foram presos em Manaus ou em outros municípios brasileiros por suspeita de crimes praticados na capital do Amazonas, entre 2024 e 2026. Entre eles, estão Carlos Vieira Holanda, preso no início deste mês, também sob a suspeita de prática de crimes sexuais; e o treinador Mélqui Galvão, reconhecido nacionalmente dentro da modalidade esportiva e que foi denunciado por vários estupros de violência psicológica praticados contra alunas ao longo de dez anos.
Em junho deste ano, a 1.ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus condenou um ex-professor de jiu-jitsu a 178 anos, 5 meses de reclusão, 3 anos de detenção e 15 dias-multa, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável contra múltiplos ex-alunos.
O Amazônia Plural tentou contato com a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu para solicitar um posicionamento acerca dos casos envolvendo professores da modalidade, mas não obteve retorno até o momento.






