Lula regulamenta Cozinhas Solidárias e composição da nova cesta básica mais saudável

Em um ato que reforça o compromisso de ter um País livre da fome, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assina, nesta terça-feira, dois decretos com foco na segurança alimentar dos brasileiros. O primeiro regulamenta o Programa Nacional de Cozinhas Solidárias, uma iniciativa que garante alimento para pessoas em vulnerabilidade social. Já o segundo trata sobre a composição da nova cesta básica, que terá padrões mais saudáveis de alimentação e nutrição alinhados a recomendações dos Guias Alimentares Brasileiros.

As assinaturas ocorrem durante a primeira reunião plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, Lula também recebeu documento com 248 propostas para o Plano de Segurança Alimentar e Nutricional com vigência de 2024 a 2027.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, ressaltou que, em conjunto com a assinatura dos decretos, o Governo Federal vai liberar R$40 milhões pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para a  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), além de um outro edital de R$30 milhões. “Esse valor vai nos permitir atuar conforme previsto no decreto, não só a compra de alimentos da agricultura familiar para trabalhar parcerias com as entidades, mas também com a Fundação Branco do Brasil, com lançamento de outro edital para capacitar e equipar a rede de voluntários com itens como, por exemplo, fogões ou freezer”, citou o ministro.

“A nossa meta é tirar o Brasil do mapa da fome. Avançamos em 2023 e vamos avançar aceleradamente em 2024. Isso é feito com transferência de renda e com complemento alimentar, desde o mecanismo mais potente, que é a rede de alimentação escolar que beneficiar 40 milhões de estudantes, mas também outros programas”, complementou Wellington Dias.

COZINHAS SOLIDÁRIAS – Criadas em julho de 2023, por meio da Lei 14.628/2023, as Cozinhas Solidárias surgiram a partir de iniciativas da sociedade civil e de movimentos populares que, especialmente durante a pandemia de Covid-19, se articularam e criaram espaços para preparo e distribuição de refeições, em resposta à realidade da fome que se acentuou ainda mais naquele período. A regulamentação garante a implementação e operacionalização do programa.

O texto aponta iniciativas que passarão a ser atendidas em todo o território nacional e determina modalidades de apoio do Governo Federal, critérios para participação, princípios, diretrizes e finalidades, sempre com base em critérios de segurança alimentar e nutricional.

CESTA BÁSICA – O decreto dispõe sobre a nova composição da cesta básica com a finalidade de garantir o direito humano à alimentação adequada, no âmbito da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.  Com a medida, serão inseridos na cesta mais alimentos in natura ou minimamente processados. O intuito é evitar a ingestão de alimentos ultraprocessados que, conforme apontam evidências científicas, aumentam a prevalência de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, hipertensão e diversos tipos de câncer.

A mudança também tem como objetivo criar sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis e promover a proteção de uma alimentação adequada e saudável, da saúde, do meio ambiente, e a geração de renda para pequenos produtores rurais. Com a nova composição, a cesta básica será composta por alimentos de dez grupos diferentes: feijões (leguminosas); cereais; raízes e tubérculos; legumes e verduras; frutas; castanhas e nozes (oleaginosas); carnes e ovos; leites e queijos; açúcares, sal, óleo e gorduras; café, chá, mate e especiarias.

PROPOSTAS – Durante a reunião do Consea, a presidente do conselho, Elisabetta Recine, entregou ao presidente Lula um documento com 248 propostas aprovadas na 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. A intenção é subsidiar o Governo Federal na elaboração do 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional para o período de 2024 a 2027.

Além das propostas, Lula também recebeu o manifesto “Erradicar a Fome e Garantir Direitos com Comida de Verdade, Democracia e Equidade”, que sintetiza a mensagem dos participantes da 6ª Conferência quanto aos desafios da sociedade para a erradicação da fome e garantia de direitos de uma alimentação adequada, com comida de verdade.

CONSEA – O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) é um órgão de assessoramento imediato à Presidência, composto por dois terços de representantes da sociedade civil e um terço de representantes governamentais, com caráter consultivo.

O Consea integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), responsável pela gestão de políticas públicas e articulação entre as três esferas de governo (federal, estadual e municipal), com a participação da sociedade, para a implementação e execução das políticas voltadas para o setor.

Por: Agência Gov, com informações do Planalto

Foto: divulgação

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