O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, mais uma vez, nesta terça-feira, 9, o tarifaço aplicado pelo governo dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump, que impôs sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros e afetou produtores amazônicos. Durante entrevista a uma emissora local de TV, ele afirmou que o governo federal não permitirá que a taxação comprometa a subsistência da região.
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“Nenhum pequeno produtor de açaí, produtor de mel, produtor de castanha, ninguém vai ser prejudicado porque o governo não vai permitir que pequenos e médios produtores sejam prejudicados por isso”, afirmou Lula.
Ele lembrou que, na semana em que a sobretaxa passou a ser aplicada , esteve no Acre, um dos estados que compõe a Amazônia Legal, e visitou uma cooperativa de castanha-do-brasil. De acordo com o presidente, o volume que seria adquirido pelos Estados Unidos, equivalente a US$ 9 milhões, acabou sendo comprado pela Europa.
“Então, quanto mais castanha, quanto mais açaí, quanto mais suco de cupuaçu, graviola, mais o mundo vai aprender a comer. E depois, nós temos uma rede de alimentação escolar muito grande. Se for necessário, o governo assume a responsabilidade de não permitir que nossos pequenos e médios produtores sofram com a irresponsabilidade da taxação desses produtos aqui no Brasil”, declarou, em tom de crítica ao governo americano.
Lula também ressaltou a importância de valorizar a Amazônia, destacando seu papel estratégico para o país. “A Amazônia é uma parte do Brasil que tem que ser levada em conta, porque ela é o Brasil mais original que nós temos hoje. Ela tem tudo que nós precisamos. Ela tem toda riqueza da floresta, da fauna, ela tem toda a riqueza da água doce que nós precisamos. Então, o Brasil precisa olhar para a Amazônia com um carinho um pouco maior. E fazer o mundo entender a Amazônia com esse carinho”, disse.
O presidente destacou ainda que a região precisa ser compreendida como um território de desenvolvimento, e não apenas de preservação. “Agora, é importante, é claro, dizer que a Amazônia não é um santuário da humanidade. Lá tem gente que quer trabalhar, que quer viver, que quer ter acesso a bens materiais. Nós precisamos criar as condições para que as pessoas tenham tudo isso, além de uma boa qualidade educacional e uma boa qualidade de vida. Se a gente fizer tudo isso, a Amazônia estará preservada”, concluiu.






