Governo Federal deslocará mais 100 brigadistas para o Amazonas e destinará 200 novos kits ao Estado para contratações

Por Ana Carolina Barbosa – do Amazônia Plural

O Governo Federal enviará, nos próximo dias, mais 100 brigadistas ao Amazonas, os quais serão deslocados de outros estados e que se somarão a outros 200 que já atuam no combate as queimadas na região. A medida foi anunciada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança no Clima, Marina Silva, nesta sexta-feira, 13, terceiro dia que a capital, Manaus, amanhece encoberta por fumaça derivada de queimadas florestais, especialmente em municípios da Região Metropolitana, como Careiro e Autazes.

São mais de 1,6 mil focos de calor ativos no Estado, afirmou a ministra, a qual destacou, ainda, que o principal vetor das queimadas é o desmatamento.

Marina Silva também destacou que a pasta disponibilizou especialistas para atuarem no planejamento, junto a equipe do Governo Estadual, de forma a otimizar as ações de enfrentamento aos focos de queimada.

De acordo com a ministra, 200 kits serão entregues, até sábado, 14, ao Amazonas, para que o Governo do Estado convoque o mesmo número de brigadistas, de modo a reforçar a estratégia. Dois helicópteros do Ibama também serão disponibilizados para auxiliar, além de brigadistas do ICMBio. ” Combater fogo requer muita competência técnica e precisa de uma ação coordenada pra atuar em situação de risco”, assegurou Marina Silva.

Ainda segundo a ministra, a forte estiagem, chamada por ela de evento extremo, que afeta o Amazonas e que já é considerada histórica, é fruto da junção do fenômeno climático El Niño, com o acúmulo de matéria orgânica ressecada no solo e do ateamento de fogo em propriedades particulares e públicas de forma criminosa. Esses dois últimos fatores têm ocasionado também o aumento no volume de incêndios florestais na região.

Marina explicou que áreas desmatadas precisam ser incendiadas por até cinco anos seguidos, para que a floresta morra. E disse que isso vem ocorrendo, caracterizando uma atividade ilegal contínua.

“No Amazonas, são duas frentes de combate: no Sul do Estado, em terras públicas federais, e no entorno de Manaus (Região Metropolitana), nos municípios de Careiro e Autazes”, explicou. Os dois municípios têm registrado queimadas de grandes proporções, as quais geram a fumaça que acaba se acumulando sobre Manaus, comprometendo a visibilidade e a saúde da população, conforme especialistas em meio ambiente e saúde.

“Todo o efetivo precisará muito fortemente de uma ação da população, para que se pare de atear fogo, porque, o que temos hoje, e uma situação extremamente perigosa”, garantiu Marina Silva.

A ministra também destacou que não ouve planejamento para atuar no período de estiagem e queimadas, no Amazonas, pelo governo anterior, que teve à frente o então presidente, Jair Bolsonaro. E disse que ações, como a aprovação de Medida Provisória provisionando recursos para o enfrentamento ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, já apresentam resultado positivo.

“Mesmo com uma redução de 64% no desmatamento do estado (do Amazonas), ainda temos uma situação de bastante dificuldade. Imagine se tivéssemos mantido o mesmo padrão do ano passado?”, questionou, alegando que a catástrofe poderia ser ainda pior.

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