Gestão David Almeida: cobertura da atenção primária em saúde caiu em 2025 e deixa 791 mil pessoas de fora, aponta MS

A cobertura da Atenção Primária na área da saúde caiu, em 2025, em relação ao ano passado. Dados comparativos de janeiro de cada ano mostram que o percentual de alcance desse nível de atenção passou de 68,34 para 65,27, uma redução de 4,49%. Significa dizer que a parcela da população que fica de fora da capacidade de cobertura assistencial da Prefeitura de Manaus passou de 653.304 para 791.619, ou, 138.315 pessoas a mais.

A redução na cobertura se deu no início do segundo mandato do prefeito David Almeida, que chegou a dizer, no período de campanha eleitoral, que a cobertura nesse nível de atenção alcançou 90% na sua gestão. Ele disse que, ao assumir, em 2021, a cobertura era de 47%. Mas, segundo o MS, a cobertura, em janeiro de 2021 era de 59,04%.

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O mesmo sistema mostra que outras capitais brasileiras e até do Norte, como Boa Vista, em Roraima, já superam os 100% de cobertura. No caso da capital roraimense, o percentual de cobertura da Atenção Primária é de 112,63%. O dado é de janeiro deste ano. Significa dizer que o número de equipes, durante a gestão do prefeito Artur Henrique, é suficiente para toda a população e até para um eventual crescimento populacional, neste caso específico, já que Boa Vista tem 470.169 habitantes e a a Atenção Primária tem fôlego para até 529.597.

Segundo dados de cobertura do MS, em 2024, a população considerada em 2024 era 2.063.689. Em 2025, também em janeiro, a população considerada para o cálculo da cobertura foi de 2.279.686. Apesar de o número de equipes da Estratégia Saúde da Família ter aumentado de 336 para 357, não foi suficiente para abranger a integralidade da população. Veja os quadros de 2024 e 2025, segundo o MS:

Entenda a importância da atenção primária

A atenção primária em saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde e desempenha um papel fundamental na promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da saúde da população. Ela é centrada no cuidado contínuo, acessível e próximo da comunidade, atuando de forma integral e resolutiva.

A APS contribui para a redução de internações hospitalares, melhora dos indicadores de saúde e maior equidade no acesso aos serviços. Além disso, fortalece o vínculo entre profissionais de saúde e usuários, promovendo o cuidado humanizado e a participação ativa da população nas decisões relacionadas à saúde.

Especialistas afirmam que uma cobertura falha da atenção primária em saúde compromete diretamente a qualidade do atendimento prestado à população e sobrecarrega os demais níveis do sistema. Quando não há estrutura suficiente nas unidades básicas, casos simples deixam de ser resolvidos de forma rápida e eficaz, resultando em filas maiores nos serviços de urgência e aumento da demanda nos hospitais, além do risco de agravamento de doenças que poderiam ser controladas com acompanhamento regular.

A ausência de um cuidado contínuo e preventivo também amplia as desigualdades no acesso à saúde, principalmente entre populações vulneráveis que dependem exclusivamente do SUS.

O Amazônia Plural solicitou nota à Secretaria Municipal de Comunicação sobre medidas em andamento para ampliar a cobertura da Atenção Primária e aguarda retorno.

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