A produção inédita do documentário “Amazônia em todas as cores” encerrou as fases de gravações e agora segue para uma nova etapa. Tendo como cenário de gravação o Museu da Amazônia (Musa), na zona norte de Manaus, os sete artistas visuais homenageados gravaram suas participações no projeto de audiovisual produzido pela ArtBrasil. Agora, o projeto entra para a fase de edição.
A partir de suas próprias percepções de vida, os artistas Turenko Beça, Cristovão Coutinho, Jair Jacmont, Otoni Mesquita, Priscila Pinto, Rui Machado e Jandr Reis protagonizam o projeto e destacam suas vidas e obras na cena das artes visuais do Amazonas.
Diretora do projeto, Ana Cláudia Motta, destacou que as gravações iniciaram em 2024 e essa foi a etapa final de filmagens, dessa vez em um espaço aberto e colocando os artistas e produção em contato direto com a natureza. Nessa fase, foram gravadas as entrevistas onde os artistas retrataram suas trajetórias.
“Nossa expectativa é conseguir, de fato, um documentário que faça jus à grandeza desses nomes. Vai ser um resumo, uma síntese, da vida e trajetória desses artistas, uma vez que cada um deles é um universo de informações e criatividade”, afirmou a diretora.
Artista visual, poetisa e professora de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a amazonense Priscila Pinto, desenha desde a infância e escreve desde a adolescência, tendo exposto seus primeiros desenhos e publicado seu primeiro poema em 1999. Uma das artistas homenageadas no projeto, Priscila compartilhou a experiência das gravações do projeto “Amazônia em todas as cores”.

“Gostei muito de reviver (e contar) alguns importantes momentos da minha carreira artística para as lentes sensíveis da equipe responsável pelas gravações sob a direção da Ana Cláudia. Tudo foi pensado e elaborado com muito carinho e respeito ao artista participante. Adorei gravar na floresta do Musa, um dos locais que mais amo em Manaus”, contou a artista, ressaltando sua expectativa em compartilhar um pouco das suas experiências, processos criativos e referências, com os demais artistas convidados.
Memória eternizada
Aos 71 anos de idade e há mais de 50 anos participando de exposições, Otoni Mesquita valorizou a importância do documentário para esta e futuras gerações.
Amazonense, Otoni se define como um artista com uma formação local, estudou na Escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e também é jornalista e historiador.
“Eu desenho desde criança, diria que eu tenho uma carreira de 70 anos. Mas exponho, tenho uma carreira artística de 50 anos. Já participei de mais de uma centena de exposições coletivas, mais de 30 exposições individuais, entre 1980 e 2023. Sou um artista amazonense, basicamente um artista plástico”, contou.
Com uma renomada trajetória, Otoni afirmou que participar do “Amazônia em todas as cores” é uma oportunidade de “jogar uma luz” sobre os artistas e salvaguardar a memória.
“Acho maravilhoso esse contato com vários técnicos, a atenção das pessoas que estão investigando e colocando luz sobre nós. É muito importante para a questão da memória, sobretudo para pessoas como eu, que tem 71 anos. É uma longa experiência”, acrescentou.
Novos alcances
Com 35 anos de trabalho profissional, produzindo por diversos meio de suporte, artista premiado, mestre e doutorando em Poéticas Visuais, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Turenko Beça classificou o projeto como “um grande respeito aos artistas” que estão participando e de grande importância, também, para a sociedade.
Para Turenko Beça, a expectativa é que o documentário com as histórias e trabalhos desses artistas, alcance novos públicos, seja nas plataformas, escolas, universidades, chegando a diferentes faixas etárias.
“Faz com que a gente tenha uma profusão de técnicas que podem ser percebidas e conhecidas. O fato de eu ser educador também ajuda muito nessa divulgação. Os alunos estão conhecendo o trabalho! Fora que quando a gente ensina para a juventude, a gente não fica anacrônico”, contou.
O documentário “Amazônia em todas as cores” foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, lançada pelo Governo Federal por meio do Ministério da Cultura, via Concurso-Prêmio Manaus Identidade Cultural do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) da Prefeitura de Manaus.
Ficha Técnica
Profissionais participantes nessa etapa do projeto
Direção: Ana Cláudia Motta
Artistas Visuais: Cristóvão Coutinho, Jair Jacqmont, Jandr Reis, Otoni Mesquita, Priscila Pinto, Rui Machado, Turenko Beça
Produção Executiva: Ana Cláudia Motta
Produção: Anne Oliveira
Direção de Fotografia: Williams Ferry
Diretor de Arte: Douglas Rodrigues
Assistente de Direção: Arnaldo Barreto
Assistente de Produção: Roberto Carlos Júnior
Cinegrafia: Williams Ferry
Assistente de Câmera: Magnum Mesquita
Técnico de Som: Juvenal Praia
Assistente de Iluminação: Jeferson Praia
Contrarregra: Marlon Mesquita
Videomaker: Jean Palladino
Fotografia: Bruno Lima
Assessora de Imprensa: Mônica Figueiredo
Social Mídia: Carla Loyá
Maquiagem: Bebeth Abensur
Guias do MUSA: Mário Rocha e Sabrina Seixas
Apoio: Michel Guerreiro
Transporte: Vicente e Wolney
