O temporal registrado na madrugada deste sábado, 14, em Manaus (AM), ajudou a amenizar os efeitos das intensas queimadas na Região Metropolitana, dissipando, assim, a densa camada de fumaça que encobria a capital, desde a última quarta-feira, 11.
Segundo dados da organização aqinc.org, que monitora a poluição no ar em 100 países, às 4h14, horário local, o índice de qualidade do ar em Manaus chegada a 242 – considerado perigoso à população. Após a chuva, às 7h31, caiu para 156 – classificado com não saudável, pela metodologia aplicada.


A aqinc.org trabalha com cinco classificações para a qualidade do ar, que vão de a-50 – para boa – a 300, considerado perigosa. Os números são classificados por cores. Quanto mais escura a cor, maiores são os riscos.

Na última quinta-feira, Manaus registrou um índice de qualidade do ar (AQI, na sigla em inglês) de 500, uma das maiores do mundo e a maior do País. Hoje, a cidade aparece em sétimo no ranking brasileiro. Em primeiro, está Porto Velho (RO) e, em segundo, Itacoatiara (AM).
Na última sexta-feira, 13, o Governo Federal anunciou uma série de ações para reforçar o combate às queimadas no Amazonas. Entre elas, o envio de brigadistas do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) ao Estado e de dois helicópteros.
Segundo o Ibama, serão criadas um Comando de Operações e cinco bases operacionais – quatro fixas e uma itinerante para atuação nas áreas críticas.
Paralelo a isso, o Governo do Estado atua com estrutura própria, envolvendo vários órgãos, entre eles Corpo de Bombeiros e Ipaam, com o suporte da Marinha e outros órgãos ambientais, para atenuar os efeitos das queimadas e da forte estiagem que atinge o estado e que já é considerada a terceira pior da história.
A Força Nacional também contribui com as operações, com 60 militares no Amazonas.






