Na última quinta-feira, 28, profissionais do Instituto Mamirauá encontraram pelo menos 70 botos mortos em Tefé, município do Amazonas localizado na calha do rio Solimões. As mortes podem ter ocorrido por contaminação e aquecimento somado à falta de oxigênio na água – neste último caso, em função da baixa do nível do rio, em decorrência da forte estiagem enfrentada pelo Estado e que já afeta 60, dos 62 municípios amazonenses. Desde sábado, 23, cerca de 100 botos foram encontrados mortos na localidade.
Em Tefé, 150 comunidades estão isoladas. A morte dos votos também provocou mau cheiro em grande parte das comunidades.
A estiagem de 2023 já é considerada histórica por especialistas e uma das mais intensas dos últimos anos. Apenas Apuí é Presidente Figueiredo não foram afetados.
Na capital e no interior, casas flutuantes e barcos estão encalhados em áreas secas, por onde passavam as águas dos rios e igarapés.
Mais de 111 mil pessoas estão diretamente afetadas pela seca no Amazonas, conforme dados do Governo do Amazonas. Dos 62 municípios, 18 estão em situação de emergência.
A capital, Manaus, teve a situação de emergência decretada na última quinta-feira, 28, pelo prefeito David Almeida, após o nível do rio Negro alcançar a marca de pouco mais de 16 metros acima do nível do mar, situação já considerada crítica.
Com a vazante, igarapés e lagos que cortam a capital secaram mais que o esperado, uma vez que o fenômeno ocorre anualmente. A média do nível do rio Negro, durante a cheia (quando o Estado registra aumento no volume de chuvas) é de 29 metros.
Veja os municípios que decretaram situação de emergência:
• Calha do Alto Solimões: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Amaturá, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Tabatinga
• Calha do Negro: Manaus
• Calha do Juruá: Envira, Itamarati, Eirunepé, Ipixuna
• Calha do Médio Solimões: Tefé, Coari, Jutaí, Maraã, Uarini






