Caso Benício: morte completa quatro meses e Polícia aguarda laudo de necropsia para concluir inquérito

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) aguarda o laudo de necropsia para concluir o inquérito que apura as circunstâncias e eventuais culpados pela morte do menino Benício Xavier, 6, ocorrida em 23 de novembro de 2025, no Hospital Santa Júlia, em Manaus. A criança teve sucessivas paradas cardiorrespiratórias após receber, de forma equivocada, uma superdose de adrenalina intravenosa, quando a indicação era a aplicação do medicamento por nebulização. A prescrição foi assinada pela médica Juliana Brasil. O delegado Marcelo Martins, responsável pelas investigações, disse que a suspeita é de homicídio.

Leia também: Caso Santa Júlia: médica admite em mensagens ter errado prescrição que antecedeu a morte de Benício

Conforme Marcelo Martins, a demora na conclusão do laudo de necropsia se dá porque a Polícia enviou à equipe do IML (Instituto Médico Legal), vários questionamentos, o que gerou demandas aos peritos. “Nosso objetivo não é ter pressa. É trazer uma investigação com muitas provas para desvendar os contornos dos fatos”, explicou.

Vídeo modificado e fraude processual

Ne última semana, a irmã da médica Juliana Brasil, Giovana Brasil, esteve no 24o DIP (Distrito Integrado de Polícia) para prestar depoimento sobre o caso. Ela é suspeita de fraude processual e ficou em silêncio durante a oitiva.

De acordo com o delegado, o conteúdo do celular da médica, apreendido no ano passado, no âmbito do processo, mostrou que um vídeo apresentado por Juliana Brasil ao Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) durante pedido de concessão de habeas corpus, estava adulterado.

A médica usou o vídeo para alegar que a prescrição, assinada por ela, para a aplicação da superdose de adrenalina em Benício, havia sido modificada automaticamente pelo sistema de gestão hospitalar do Santa Júlia, hipótese descartada pela Polícia após perícia no local.

Ainda segundo o delegado, Giovana e uma médica identificada como Luíza, auxiliaram Juliana Brasil a localizar um profissional que modificasse o vídeo antes da apresentação às autoridades. A médica Luíza também foi ouvida pela Polícia, mas negou participação na manobra.

“O vídeo alterado no caso também foi apresentado à imprensa para suavizar a conduta da médica (juliana). Foi um vídeo comprado. Essa é a realidade”, afirmou o delegado. Juliana Brasil e a técnica de enfermagem Raíza Bentes, que aplicou a medicação na criança, respondem em liberdade e foram afastadas de suas funções no hospital.

Foto: arquivo pessoal

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