O Brasil mantém, atualmente, na região amazônica , dez mil militares , incluindo Exército, Marinha e Aeronáutica, informou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em entrevista coletiva concedida após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, neste sábado, 3, pela tropa de elite dos Estados Unidos. Os militares têm, entre as atribuições, a obrigação de garantir os interesses do Brasil durante o conflito no país fronteiriço.
Leia também : Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado
Ele informou que 2,3 mil homens estão em Roraima, 200 deles localizados em Pacaraima, município de Roraima localizado na fronteira entre Brasil e Venezuela.
Após rumores de que a fronteira havia sido fechada pelo governo brasileiro, o ministro informou que ela continua liberada e “tranquila”. Ele não confirmou se há restrições por parte da Venezuela no local.
A área tem sofrido grande pressão pela onda migratória que ocorre há alguns anos e foi potencializada após o início da hostilidade entre a Venezuela e os Estados Unidos, há algumas semanas.
A ministra interina do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, participou da entrevista e disse ainda não ter informações sobre a situação de Maduro.
De acordo com ela, a comunidade brasileira que está na Venezuela não tem dificuldades em deixar o país no momento.
O Governo Brasileiro emitiu nota contra a invasão e bombardeio a áreas da Venezuela, nesta madrugada, durante o processo de captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O presidente Lula cobrou um posicionamento da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o episódio.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrigues, cobra do governo norte-americano uma prova de vida , já que, até o momento, não há notícias concretas sobre a localização de Maduro. Ele será levado para Nova Iorque, conforme apuração de veículos internacionais .
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil






