Amazônia tem menor volume de queimadas em 28 anos, mas focos disparam 145% em 2026

A Amazônia registrou, em 2025, o menor volume de queimadas desde o início do monitoramento feito pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), há 28 anos, apontam dados do satélite de referência Aqua. Foram 43.131 focos no ano passado, uma redução de 69,4% no comparativo com o ano anterior, quando foram contabilizadas 140.346 ocorrências. Antes do 2025, o ano com menos queimadas havia sido 2000, com 48.168 focos ativos.

Apesar da redução, o bioma amarga um aumento significativo nos primeiros quatro dias de 2026. De acordo com o INPE, foram 704 ocorrências de 1 a 4 de janeiro, acréscimo de 145% com relação a igual período de 2025, quando foram detectados 287 focos ativos de calor.

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O número registrado nos primeiros dias deste ano corresponde a 57,75% do total de queimadas ocorridas na Amazônia, em todo mês de janeiro do ano passado, e que chegou a 1.219.

Além da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica também aparecem com aumento na tabela comparativa do INPE. Os acréscimos foram de 13% e 32%, respectivamente.

Os biomas Caatinga, Pampa e Pantanal obtiveram reduções no período. Enquanto a Caatinga recuou 40%, o Pampa obteve queda de 37% e o Pantanal de 66%.

Amazônia Legal

Potencializada por Tocantins, Maranhão e Pará, a Amazônia Legal apresentou aumento de 128% no número de focos ativos de calor, nos quatro primeiros dias de 2026. A região abrange 61% do território nacional.

Entre os dez municípios com os maiores números de queimadas constatadas pelo satélite, seis estão no Pará, com destaque para Prainha, que teve 24 ocorrências contabilizadas.

O Tocantins foi o estado da região com o maior volume, totalizando 1.148 focos, aumento de 40% com relação ao mesmo período de 2025. Pará e Maranhão ficaram em segundo e terceiro lugares, com 382 e 365 ocorrências, aumento de 183% e 66%, respectivamente.

Apenas o Acre obteve redução. Veja os números dos nove estados da Amazônia Legal:

Acre: 1 ocorrência (redução de 50%)

Amazonas: 3 ocorrências (aumento de 50%)

Amapá: 14 ocorrências (aumento de 366%)

Maranhão: 365 ocorrências (aumento de 66%)

Mato Grosso: 26 ocorrências (aumento de 28%)

Pará: 382 ocorrências (aumento de 183%)

Rondônia: 4 ocorrências (aumento de 33%)

Roraima: 52 ocorrências (aumento de 92%)

Tocantins: 1.148 ocorrências (aumento de 40%)

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