Ana Carolina Barbosa – do Amazônia Plural
A Amazônia registrou 59,9 mil focos de queimadas, entre janeiro e setembro deste ano, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). De acordo com a tabela, foi o bioma brasileiro com o maior volume de ocorrências entre os seis monitorados via satélites. Apesar disso, houve uma redução de 33% no número de focos, no comparativo com o mesmo período do ano passado, os quais somaram 87.304.
Depois da Amazônia, estão Cerrado (36.861 focos), Mata Atlântica (8.115), Caatinga (7565), Pantanal (776) e Pampa (637). Caatinga e Pampa registraram aumento no número de ocorrências de 41% e 15%, respectivamente. Os demais, apresentaram redução .

Na análise entre as regiões, o Norte fica no topo da lista, com 54.186 focos, dos 111.895 registrados no País, seguido do Nordeste (28.235), Centro-Oeste (18.666), Sudeste (6.666) e Sul (4.142).
Entre os estados da Amazônia Legal, Pará e Amazonas lideram o ranking em número de queimadas, com 19.741 e 14.802 focos. A nível de Brasil, também são os estados com os maiores números de ocorrências. Apesar disso, ambos apresentaram quedas, no comparativo de 1 de janeiro a 30 de setembro deste ano, com o mesmo período do ano passado. Pará de 29% e Amazonas de 20%, segundo o INPE.
Dados de setembro mostram que o Amazonas somou 6991 focos de queimadas no mês, menos que os 8659 registrados no ano anterior. O alto índice de queimadas, que ocorre anualmente, neste período, tem deixado Manaus e vários municípios do interior, encobertos por fumaça, prejudicando a visibilidade e a saúde da população. Nos últimos dias, o fenômeno se intensificou, gerando cobranças às autoridades por medidas mais efetivas.
O Governo do Amazonas adotou uma série de ações, como a contratação de mais 153 brigadistas para o combate aos focos na floresta e a utilização de aeronaves, em parceria com a Marinha, para a captação de água os rios e despejo aéreo nas áreas mais afetadas.

O Governo do Amazonas destinou R$1,1 milhão para remunerar os brigadistas em nove municípios, para reforçar o combate a focos de queimadas no interior do Amazonas. O projeto é uma cooperação entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com apoio financeiro da Rewild para aquisição de materiais e equipamentos.
Além disso, diante da Situação de Emergência Ambiental decretada pelo Estado do Amazonas, o Ibama firmou acordo de cooperação com o governo do Amazonas, por meio do Secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Eduardo Costa Taveira. Ficou acertada a participação do Ibama para compor a Sala de Crise do Estado. O Instituto acordou ainda o aumento no número de brigadas especialistas em fogo e a doação de equipamentos de combate a incêndios.
*Estiagem*
Além do alto número de queimadas, o Estado também enfrenta uma estiagem que já é considerada a maior dos últimos dez anos e que colocou pelo menos 19 cidades, incluindo a capital, em situação de emergência. Um Comitê foi criado pelo Governo do Amazonas para monitorar e elaborar ações relacionadas ao período, que minimizem os impactos da seca na região. Na última sexta-feira, 29, o Governo do Amazonas declarou situação de emergência em pelo menos 55 municípios afetados pela vazante.






