Ana Carolina Barbosa – do Amazônia Plural
A Amazônia registrou queda de 14% no número de queimadas em 2023, primeiro ano do governo Lula 3, na comparação com o ano anterior. Apesar do saldo positivo, mais de 98,6 mil focos de queimadas ocorreram no bioma no período, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), reunidos através de monitoramento via satélite.
De acordo com o Instituto, em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro, as ocorrências desse tipo apresentaram aumento de 53%, quando foram detectados 115.014 focos na Amazônia. Ou, 16.380 a mais que em 2023.

Ao todo, os seis biomas monitorados pelo Inpe apresentaram 189.891 focos de queimadas ao longo de 2023, número 5% menor que no ano anterior.
Conforme vem ocorrendo desde 2017, a Amazônia reuniu o maior volume de ocorrências, aponta a série histórica do órgão.
Em seguida estão o Cerrado (50.705), Caatinga (21.544), Mata Atlântica (11.714), Pantanal (6.577) e Pampa (717).
O Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica tiveram aumento no número de ocorrências, com destaque para o Pantanal, cujo número de focos cresceu 303% em 2023. Os demais reduziram os focos no período.
Estados
No caso dos estados que compõem a Amazônia Legal, Amapá, Roraima e Maranhão apresentaram aumento no percentual de focos de 157%, 119% e 4%, respectivamente.
Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Amazonas recuaram no número de ocorrências de queimadas com quedas percentuais de 44%, 40%, 25%, 20% e 7%, respetivamente. O Pará não apresentou variação.
Veja o número de focos por estado da Amazônia Legal:
Amapá 2.552
Roraima 2.655
Maranhão 21.113
Acre 6.562
Rondônia 7.417
Mato Grosso 21.714
Tocantins 9.640
Amazonas 19;604
Pará 41.714
Foto: Canva






