Amazonas registra 266 casos confirmados de esporotricose entre janeiro e março

No Amazonas, de 1º de janeiro até o dia 25 de março, foram notificados 338 casos de esporotricose humana, sendo 266 confirmados e 34 estão em investigação. O dado consta no informe epidemiológico de esporotricose humana e animal, divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde Dr. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), na última terça-feira, 25.

A esporotripose é uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix. Segundo a FVS, não há óbitos relacionados à doença. Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (253), Presidente Figueiredo (8), Maués (2), Barcelos (1), Manacapuru (1) e Tabatinga (1).

O informe é dividido em dados de esporotricose humana e animal, notificados à FVS-RCP e é atualizado mensalmente, na última terça-feira do mês.

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Esporotricose animal

No Amazonas, de 1º de janeiro a 25 de março, foram notificados 1.134 casos de esporotricose animal, sendo 1.078 confirmados e 672 em tratamento. Foram registradas 405 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é de gatos (96,8%), seguidos de cães (3,2%). Os animais envolvidos são, em maioria (65,3%), machos.

Sobre a esporotricose

A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes de forma natural no solo, nas cascas de árvores e na vegetação em decomposição. Esse fungo pode infectar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.

A transmissão para seres humanos ocorre quando o fungo entra em contato com a pele ou mucosas, geralmente por meio de ferimentos causados por espinhos, lascas de madeira ou palha que estiveram em contato com vegetais contaminados. Caso haja suspeita de esporotricose em humanos, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente.

Os animais também podem ser transmissores da doença, passando o fungo para humanos e outros animais por arranhaduras, mordeduras, lambeduras ou pelo contato com secreções respiratórias e lesões cutâneas ou nas mucosas.

Para prevenir a infecção, recomenda-se que cães e gatos não circularem nas ruas sem supervisão. Isso reduz o risco de exposição ao fungo. Se houver suspeita de esporotricose em animais, é crucial levá-los ao veterinário com urgência.

FOTO: Maíra Pessoa/FVS-RCP

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