O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, nesta quinta-feira , 15, a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro, da Superintendência da Polícia Federal, para a Papudinha (19º Batalhão da Polícia Militar), situada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Ele deverá ser alocado em uma sala de Estado-Maior.
A determinação ocorre após inúmeros pedidos da defesa de Bolsonaro solicitar para prisão domiciliar do político, que cumpre pena após ter sido condenado por tentativa de golpe de estado.
Pessoas próximas a Bolsonaro, entre elas, o filho dele, ex-vereador Carlos Bolsonaro, têm reclamado publicamente das condições em que Bolsonaro é mantido em uma cela especial na sede da Polícia Federal. Uma das principais reclamações é quanto ao barulho das centrais de ar-condicionado na cela e próximo a ela, que tem impedido que o ex-presidente descanse. Os filhos chamam o tratamento de desumano.
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Após os pedidos, Moraes determinou a transferência, tendo em vista que no complexo da Papuda, Bolsonaro teria “condições mais favoráveis” em um espaço isolado, com banho de sol e exercícios a qualquer hora do dia, além de mais liberdade para receber visitas.
A determinação inclui assistência integral de médicos particulares por 24 horas por dia; deslocamento para hospitais em caso de urgência, e que deve ser informada dentro de 24 horas pela defesa; sessões de fisioterapia em horários e dias indicados pelos médicos; alimentação especial, além de visitação semanal da esposa e dos filhos com horário pré-definido, assistência religiosa, grades de proteção e apoio na cama e esteira e bicicleta ergométrica para exercícios. Ele também terá direito a banho de sol.
A cela tem espaço com cozinha com refrigerador para a possibilidade de preparo de refeições , além de banheiro privativo.
O ministro rejeitou o pedido de uma smart tv e incluiu na transferência que Bolsonaro deve ser submetido a junta médica especial da Polícia Federal, para conclusão de quadro clínico.
Moraes menciona no documento que uma campanha “sistemática e mentiroso para deslegitimar o regular cumprimento da pena privativa” vem sendo disseminada pelos filhos do político. E destaca que apesar da superlotação do sistema prisional brasileiro, Bolsonaro tem tido tratamento diferenciado por ser ex-presidente.
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Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom






