A Justiça do Amazonas decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Jussana de Oliveira Machado, acusada de agredir uma babá – que não teve o nome revelado – e atirar no advogado Ygor Colares, na área de um condomínio da Ponta Negra, zona Oeste de Manaus. O vídeo circulou nas redes sociais, neste sábado, 19, e mostrou que ela e o marido, que é policial civil, agrediram as vítimas no estacionamento do prédio. Em seguida, Jussana atirou na perna do advogado, com a arma que seria do marido, Raimundo Nonato Monteiro.

Ygor Colares informou, em entrevista a uma emissora de TV local, que as agressões ocorreram porque Jussana acreditava que a babá teria feito fofocas envolvendo seu nome. Ele disse que a babá cuida de seu filho e que recebeu atendimento médico, apresentando vários hematomas pelo rosto e que está traumatizada com o ocorrido.
No vídeo, é possível observar que a agressora espanca a babá por quase meia hora, com socos e batendo a cabeça dela no chão, enquanto o marido estimula a agressão, observa e impede que outras pessoas separem a briga.
Em seguida, o advogado, que é patrão da babá, desce ao estacionamento e tenta conter a agressora, mas, é agredido pelo policial, que é praticante de jiu-jitsu. Ele entrega a arma de fogo à mulher, que ameaça a babá e outras pessoas que estão no local.
Quando um funcionário do condomínio consegue tirar o policial de cima do advogado, Jussana dispara na perna de Ygor, que levanta e tenta pedir ajuda, ,é seguido pelo casal agressor até a guarita do Life Ponta Negra. As primeiras informações apontam que a tentativa de homicídio foi registrada no 19 DIP como lesão corporal leve. “Espero que o caso seja tratado com seriedade pelas autoridades, sem corporativismo”, disse Ygor durante a entrevista.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), secional Amazonas, acompanha o caso. O presidente da OAB, Jean Cleuter, esteve na audiência de custódia que decidiu pela manutenção da prisão da acusada e disse que conselheiros e vários advogados participaram na ocasião. “O poder Judiciário foi firme em sua decisão, dando um recado para qualquer agressor, que Justiça será feita, sim. Porque não toleramos mais, qualquer tipo de violência à sociedade”.
Cleuter disse, ainda, que só foram encaminhados à Justiça, os autos da acusada. O do policial civil continua pendente.
Foto: Reprocução internet







