“A seca está tão intensa, que estamos começando a ter incêndios já com a floresta em pé”, diz presidente do Ibama sobre o Amazonas

Por Ana Carolina Barbosa – do Amazônia Plural

No Amazonas, 73,5% dos incêndios florestais registrados entre 2019 e 2023, ocorreram em áreas já desmatadas, sendo 55% deles, em áreas recém-desmatadas, aponta levantamento do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O dado foi apresentado por Rodrigo Agostinho, presidente do órgão, que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática. “O que a gente tá vendo é que a seca está tão intensa, que estamos começando a ter incêndios com a floresta em pé (…) Temos começado a detectar fogo em floresta, o que pra gente, é muito sério”, completou.

De acordo com ele, a estratégia pra combater incêndio é o enfrentamento ao desmatamento no Estado. “As pessoas derrubam a floresta, que é úmida, esperam ela secar e queimam. Ela tenta se regenerar, queimam no ano seguinte. Ela regenera de novo, queimam no terceiro ano. Normalmente, são de três a cinco anos de queimada na mesma área, pra que haja limpeza completa e o fim da floresta naquele local”, explicou.

O presidente destacou que, apesar do momento vivido pelo Amazonas, com aumento no volume de focos de incêndios florestais e a capital, Manaus, encoberta por fumaça há três dias, houve uma redução no desmatamento na Amazônia, de janeiro a setembro, de quase 50% nos alertas de desmatamento (o equivalente a 500 mil hectares de floresta que deixaram de ser desmatados) e de 64% no Amazonas, no mesmo período. Em setembro, a queda no Estado desse tipo de ocorrência foi de 66%.

No Amazonas, o agravamento das queimadas florestais teve início em julho, conforme Rodrigo Agostinho. Em outubro, houve aumento nos focos de calor, concentrados, especialmente, no Sul do estado e ao longo a BR-319 (Amazonas – Rondônia), além da estrada de Apuí e no entorno de Manaus.

O Ibama enviará mais 102 brigadistas ao Estado, nos próximos dias, deslocados de outras regiões do País, para ajudar no combate às queimadas. Agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) também serão cedidos ao Estado para apoiar as ações.

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