Nos 17 primeiros dias de fevereiro o desmatamento na Amazônia foi o maior para todo o mês, em nove anos, apontam dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Foram 208,7 quilômetros quadrados de floresta desmatados. A maior parte do desmatamento está concentrada nos estados de Mato Grosso (129,4 km2), Pará (33,9 km2) e Amazonas (23,1 km2).
De acordo com a série histórica, iniciada em 2015, o maior volume desmatado no bioma até então foi registrado no ano passado: 198,6 km2.
Os dados são do sistema Deter, do INPE, que reúne informações em tempo real, voltadas à elaboração de medidas de combate ao desmatamento.
Em comunicado à imprensa, o diretor executivo substituto do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Paulo Moutinho, disse que “esse desmatamento ameaça não só a biodiversidade da região, como todo o nosso regime de chuva e a segurança alimentar de milhões de pessoas. Nós já sabemos como parar esse desmatamento e é fundamental que comecemos a controlar esse avanço da destruição”.
Em janeiro deste ano, o Instituto Imazon alertou que a Amazônia seguia sofrendo com um ritmo alto de desmatamento, apesar de ter ocorrido redução no indicador, no primeiro ano de 2023, na comparação com 2022. Apenas em janeiro, foram devastados 198 km², uma área semelhante à perda de quase 640 campos de futebol por dia de floresta.
Apesar dessa destruição ter sido 24% menor do que a registrada no mesmo mês em 2022, representou o terceiro maior desmate para janeiro em 16 anos.
Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008. Conforme a série histórica desse monitoramento, a derrubada em janeiro só foi maior do que a registrada em 2023 em dois anos: 2015 (288 km²) e 2022 (261 km²).






