União Progressista apoia Flávio Bolsonaro, mas deixa Maria do Carmo sem apoio oficial no Amazonas

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A Federação União Progressista, grupo político do governador Roberto Cidade (União Brasil) e do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), decidiu não declarar apoio oficial nem a Maria do Carmo Seffair (PL) nem a Omar Aziz (PSD) no segundo turno da eleição para o Governo do Amazonas. O posicionamento foi divulgado nesta quarta-feira (7) nas redes sociais da federação e de Cidade.

No comunicado, a União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), informou que seus integrantes no Amazonas estão liberados para escolher individualmente quem apoiar na disputa estadual.

“Em relação à disputa pelo Governo do Amazonas, a Federação deixará seus membros livres para definir seus posicionamentos e apoios, respeitando a autonomia e a liberdade de escolha de cada integrante”, diz a nota.

Leia também: David Almeida e Avante anunciam apoio a Omar Aziz no segundo turno no Amazonas

A definição significa que Maria do Carmo, candidata do PL, não terá o apoio institucional da federação que sustentou a candidatura de Roberto Cidade ao governo no primeiro turno e que também integrou o grupo político de Wilson Lima na disputa pelo Senado.

O posicionamento ocorre após especulações de que a União Progressista amazonense poderia reproduzir, na eleição estadual, a aproximação estabelecida nacionalmente com o PL.

Federação apoia Flávio, mas não Maria do Carmo

A diferença entre os posicionamentos ficou explícita no próprio comunicado. Para a Presidência da República, a União Progressista no Amazonas, presidida por Wilson Lima, informou que seguirá a orientação nacional e apoiará Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A federação nacional, formada por União Brasil e PP, oficializou nesta semana o apoio a Flávio no segundo turno presidencial. 

No Amazonas, entretanto, o alinhamento com o PL ficou restrito à disputa pelo Palácio do Planalto. Embora Maria do Carmo seja do mesmo partido de Flávio e tenha construído sua candidatura estadual alinhada ao bolsonarismo, a federação optou por não estender automaticamente o apoio à candidata na disputa contra Omar.

Omar terminou o primeiro turno na liderança, com 40,63% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo ficou em segundo lugar, com 24,49%. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro. 

A decisão foi tomada depois de Roberto Cidade e Wilson Lima passarem a terça-feira (6) em Brasília, onde mantiveram conversas com a direção nacional do União Brasil. Os dois retornaram a Manaus na madrugada desta quarta-feira sem uma adesão institucional a qualquer uma das candidaturas ao governo. 

Até então, o posicionamento do grupo era uma das principais incógnitas do segundo turno. Na segunda-feira (5), Wilson, presidente estadual do União Brasil, havia orientado deputados, vereadores, dirigentes e demais filiados a evitarem manifestações institucionais até que houvesse uma definição partidária. 

A expectativa em torno da decisão também estava relacionada ao peso político do grupo derrotado no primeiro turno. Cidade, atual governador, terminou a disputa na terceira colocação e ficou fora do segundo turno. Wilson, que deixou o Governo do Amazonas neste ano para concorrer ao Senado, também não conseguiu se eleger.

Os dois estiveram juntos na campanha. A Federação União Progressista integrou a coligação União pelo Amazonas, que lançou Cidade à reeleição e teve Serafim Corrêa (PSB) como vice. Wilson concorreu ao Senado dentro do mesmo grupo político. 

Decisão abre caminho para apoios individuais

Ao liberar seus integrantes, a União Progressista evita uma adesão formal a qualquer um dos dois candidatos, mas permite que deputados, prefeitos, vereadores e outras lideranças ligadas à federação façam escolhas individuais entre Omar e Maria do Carmo.

No primeiro turno, Roberto Cidade enfrentou diretamente Omar e Maria do Carmo. Após a apuração, o governador reconheceu o resultado, cumprimentou os dois adversários pela classificação ao segundo turno e afirmou que permanecerá no comando do Estado até o fim do mandato. 

Omar, por outro lado, já recebeu nesta semana a adesão de David Almeida (Avante), quarto colocado na eleição, e das direções estadual e municipal do Avante. 

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