Estiagem coloca 22 municípios do Amazonas em emergência e rios seguem em processo de vazante

A estiagem já colocou 22 dos 62 municípios do Amazonas em situação de emergência. Boletim divulgado nesta quinta-feira (1º) pelo Governo do Estado mostra ainda 18 cidades em alerta, 13 em atenção e apenas nove em situação de normalidade. Os dados foram atualizados às 14h.

Estão em emergência Alvarães, Amaturá, Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Coari, Eirunepé, Envira, Itamarati, Jutaí, Manacapuru, Maués, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tefé e Tonantins.

Leia também: Governo do Amazonas decreta situação de emergência para 62 municípios

Outros 18 municípios estão em alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Canutama, Guajará, Ipixuna, Juruá, Lábrea, Nhamundá, Parintins, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga, Tapauá e Urucará.

Na classificação de atenção aparecem Anamã, Anori, Apuí, Borba, Careiro da Várzea, Codajás, Fonte Boa, Humaitá, Iranduba, Manaquiri, Manicoré, Nova Olinda do Norte e Uarini.

Rios seguem em processo de vazante

O boletim acompanha o comportamento dos rios em diferentes calhas do Amazonas e indica processo de vazante nos pontos monitorados.

Em Manaus, o Rio Negro marcou 18,88 metros em 30 de setembro. O dado está distante da máxima histórica de 30,02 metros, registrada em 16 de junho de 2021. O boletim também apresenta como menor cota histórica na capital 12,11 metros, registrada em 9 de outubro de 2024.

Em Manacapuru, na calha do Baixo Solimões, a cota registrada foi de 9,54 metros em 30 de setembro. Já em Itacoatiara, no Médio Amazonas, o nível chegou a 5,57 metros na mesma data.

O monitoramento também mostra 10,64 metros em Humaitá, na calha do Madeira; 6,84 metros em Itamarati, no Juruá; 5,46 metros em Lábrea, no Purus; 3,50 metros em Tabatinga, no Alto Solimões; 14,17 metros em Fonte Boa, no Médio Solimões; e 1,96 metro em Parintins, no Baixo Amazonas.

Calor pode passar dos 40°C

O cenário para os próximos dias mantém a preocupação com os efeitos da estiagem. A previsão apresentada pela Defesa Civil, com base em dados meteorológicos, aponta tempo predominantemente seco na maior parte do Amazonas entre 30 de setembro e 7 de outubro, principalmente nas regiões Leste e Sul.

As chuvas mais expressivas, com volumes entre 50 e 100 milímetros e possibilidade de acumulados superiores de forma pontual, devem ficar concentradas nas regiões Central e Noroeste, especialmente nas calhas do Alto Rio Negro e Médio Solimões. Outras áreas podem registrar pancadas isoladas.

Entre os dias 3 e 6 de outubro, as temperaturas máximas devem permanecer elevadas. Nas regiões Leste, Sudeste e Nordeste, os termômetros podem variar entre 36°C e 40°C, com possibilidade de superar os 40°C. Nas regiões Central e Sul, as máximas previstas ficam entre 32°C e 36°C.

Purificadores de água

Como parte das ações para enfrentar os efeitos dos eventos climáticos, a Defesa Civil informou que já enviou 167 kits de purificadores de água do projeto Água Boa aos municípios em 2026.

Os equipamentos foram destinados a Amaturá, Apuí, Autazes, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Codajás, Eirunepé, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Manacapuru, Maraã, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Sebastião do Uatumã, Tonantins, Urucará e Urucurituba.

Segundo o governo, os purificadores são destinados a ampliar o acesso à água potável, principalmente em comunidades ribeirinhas e localidades que enfrentam dificuldades de abastecimento durante os períodos de cheia e estiagem.

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