O candidato ao Senado, Wilson Lima (União Brasil), afirmou, na noite desta quinta-feira (3), que a campanha dele sofreu um atentado a tiros no bairro Novo Israel, zona Norte de Manaus. Segundo o candidato, um oficial da Polícia Militar foi baleado enquanto fazia o trabalho preparatório para um comício que receberia candidatos da Federação União Progressista.
O relato foi feito em um vídeo publicado por Wilson em seu perfil em uma rede social. Na gravação, feita por volta das 19h30, ele afirmou que dois homens em uma motocicleta efetuaram o disparo contra o policial.
“Um oficial da Polícia Militar, que estava fazendo um trabalho preparatório para um comício que receberia candidatos da nossa Federação, foi atingido com um tiro por dois criminosos que estavam numa motocicleta”, declarou.
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Wilson classificou o episódio como uma “covardia” e um “atentado à nossa democracia”. O candidato também relacionou o ataque a ameaças que afirma estar recebendo do tráfico de drogas. Segundo ele, o episódio seria “mais um capítulo” dessas ameaças.
Wilson ainda acusou, sem citar o nome, uma candidata ao Governo do Amazonas de ter comemorado uma ameaça feita pelo crime organizado e de ter usado as redes sociais para “validar” a intimidação. Ha alguns dias, a candidata do PL ao Governo, Maria do Carmo Seffair, repercutiu informações atribuídas a uma facção criminosa e recebeu diversas críticas em seguida.
Ex-governador cita ações contra tráfico
Na gravação, Wilson atribuiu as supostas ameaças às medidas adotadas durante sua passagem pelo Governo do Amazonas na área de segurança pública.
Ele afirmou que sua gestão registrou apreensão recorde de drogas, causando “prejuízo bilionário” a organizações criminosas, e instalou mais de 1,5 mil câmeras do sistema Paredão em Manaus.
“Nunca me faltou coragem e não vai ser agora que vai faltar. Eu não faço acordo com bandido. Meu compromisso é proteger as famílias”, disse.
Até a publicação do vídeo, não foram apresentados detalhes sobre o estado de saúde do policial atingido, a identificação dos suspeitos ou informações sobre eventual prisão. Também não informou, na gravação, se o ataque já havia sido oficialmente relacionado pelas forças de segurança às ameaças que afirma sofrer.






