Suspeito de triplo homicídio no São José é ex-genro de vítima; homem foi preso horas após crime em Manaus

Ezenilson Silva de Souza, suspeito de um triplo homicídio em um imóvel no bairro São José, zona Leste de Manaus, foi preso no fim da tarde de ontem, 17/08, poucas horas depois do crime. Segundo informações repassadas pela Polícia Civil do Amazonas durante coletiva de imprensa, a prisão ocorreu por volta das 19h do mesmo dia em que os homicídios foram registrados.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, Ezenilson chegou ao imóvel por volta das 5h da manhã e permanecido no local por aproximadamente duas horas e meia. A investigação aponta que ele foi até a casa para procurar o ex-sogro, Francisco das Chagas, de 80 anos, pastor e avô de seu filho. O objetivo, segundo a polícia, era pedir dinheiro para quitar dívidas com mais de cinco agiotas, que somariam cerca de R$ 19 mil.

Diante da recusa de Francisco em entregar o dinheiro, o suspeito iniciou as agressões. Segundo a polícia, o pastor foi atacado com um martelo e morreu no local.

Leia também: Foragidos por homicídio são capturados durante operação Segurança Presente

Os gritos chamaram a atenção de outras pessoas que estavam no imóvel. Izabela Coelho Moraes, de 29 anos, filha de Francisco e pessoa com paralisia cerebral, estava em um quarto próximo e também foi morta.

A terceira vítima foi Guilherme Pereira Lima Filho, de 68 anos, professor universitário que morava no andar inferior do imóvel. Conforme a investigação, ele foi acordado com os barulhos, subido para verificar o que estava acontecendo e também acabou morto.

Quarta vítima sobreviveu

Uma quarta pessoa foi atacada e sobreviveu. Dilma Cilene Sampaio, de 53 anos, proprietária do imóvel de três andares, morava no térreo e subiu até o local onde ocorria o ataque. Ela foi agredida e permanece internada. Segundo as informações repassadas pela polícia, Dilma estava inconsciente e deverá ser ouvida pelos investigadores quando seu estado de saúde permitir.

O depoimento é considerado importante para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar detalhes sobre a atuação do suspeito dentro da residência.

Suspeito levou R$ 250

Ainda conforme a polícia, Ezenilson permaneceu cerca de duas horas e meia no imóvel após chegar ao local. Durante esse período, recolheu objetos e dinheiro. A quantia levada foi de aproximadamente R$ 250.

Depois do crime, o suspeito permaneceu próximo a familiares por causa do filho, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e depende de cuidados e recursos para tratamento.

A criança é fruto de um relacionamento anterior de Ezenilson com outra filha de Francisco das Chagas. Segundo a polícia, essa mulher não mora mais em Manaus e está atualmente em São Paulo.

O pastor, por ser avô da criança, ajudava financeiramente a família. A investigação trabalha com a informação de que Ezenilson já havia recorrido a ele anteriormente em busca de dinheiro.

Polícia apura possível participação de outras pessoas

Apesar de os elementos levantados até agora indicarem que Ezenilson teria agido sozinho, a Polícia Civil ainda investiga se outras pessoas tiveram algum tipo de participação no crime.

Os investigadores também buscam esclarecer toda a sequência dos acontecimentos dentro do imóvel, a origem das dívidas atribuídas ao suspeito e as circunstâncias em que cada uma das vítimas foi atacada.

Foto: Frame / Internet

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