Matheus Cunha brilha, Brasil vence Haiti e desencanta na Copa do Mundo

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O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Na noite de sexta-feira (19), a seleção verde e amarela não teve maiores dificuldades para vencer o Haiti por 3 a 0, na partida que encerrou a segunda rodada do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

Com o triunfo na Filadélfia diante de mais de 68 mil torcedores, os brasileiros somam os mesmos quatro pontos de Marrocos, que, mais cedo, superou a Escócia por 1 a 0 em Boston, mas fica à frente pelo saldo de gols. Os escoceses, com três pontos, aparecem em terceiro e os caribenhos, ainda zerados, estão na lanterna.

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Uma das apostas de Carlo Ancelotti para esta sexta, Matheus Cunha fez valer a confiança do treinador e marcou duas vezes. O também atacante Vinícius Júnior foi outro a se destacar. O camisa 7 se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira na Copa até o momento.

Em situação mais tranquila, o Brasil decide o futuro na próxima quarta-feira (24). Às 19h (horário de Brasília), a seleção verde e amarela enfrenta a Escócia. No mesmo dia e horário, o Haiti pega Marrocos em Atlanta. Os dois primeiros colocados avançam, mas vale lembrar que os oito melhores terceiros entre os 12 grupos também se classificam.

Vitória ao natural

Como adiantado por Ancelotti na entrevista coletiva da última quinta-feira (18), o Brasil foi a campo com mudanças em relação ao empate por 1 a 1 com Marrocos, sábado passado (13), em Nova Jersey. Na lateral direita, Danilo assumiu o lugar do zagueiro Ibañez, enquanto Matheus Cunha foi escolhido para atuar ao lado de Vinícius Júnior e Raphinha no ataque, deixando Igor Thiago no banco.

Marcando a partir do círculo central com nove dos dez jogadores de linha, deixando somente o atacante Frantzdy Pierrot solto, o Haiti tentava diminuir os espaços do Brasil à frente. E a estratégia funcionou bem nos primeiros minutos, em meio à lentidão do ataque canarinho, que pouco se movimentava para mexer com o posicionamento dos adversários.

Ainda assim, em duas oportunidades, Raphinha ficou perto de tirar o zero do placar. Aos 11, o volante Bruno Guimarães tocou por cima da zaga e encontrou o atacante livre, dentro da área pela esquerda, para finalizar. A rede balançou, mas o brasileiro estava impedido.

Dez minutos depois, Raphinha recebeu novamente passe açucarado de Bruno Guimarães, desta vez, pelo meio. Cara a cara com Johny Placide, o camisa 11 – novamente em posição irregular – encobriu o goleiro haitiano, mas a bola saiu à direita da trave.

O alívio veio aos 22 minutos. No rebote de um chute de Vinícius Júnior dentro da área pela esquerda, o zagueiro Hannes Delcroix tentou afastar, mas a bola explodiu em cima de Matheus Cunha e, vagarosa, parou nas redes do Haiti. O gol foi creditado ao atacante brasileiro. Na comemoração, o primeiro a abraçá-lo efusivamente foi justamente Igor Thiago.

O gol desmontou a estratégia haitiana e o jogo ficou à feição do Brasil. Aos 32, Lucas Paquetá desarmou o atacante Josue Casimir na intermediária e Vinícius Júnior achou Matheus Cunha às costas da marcação, desorganizada. O camisa 9 entrou na área pela esquerda e bateu forte, marcando o segundo dele na partida.

Nos acréscimos, foi a vez de Vinícius Júnior anotar o dele. Aos 48 minutos, novamente aproveitando espaços atrás da linha defensiva haitiana, Lucas Paquetá lançou o atacante, que superou o zagueiro Ricardo Adé na velocidade e concluiu na saída de Placide. Nada melhor do que balançar as redes no jogo número 500 da carreira.

A nota negativa do primeiro tempo foi a lesão de Raphinha. Aos 38 minutos, o atacante sentiu dores musculares e sentou inconsolável no gramado, recebendo apoio dos companheiros. Até mesmo Alisson saiu do gol brasileiro para consolar o companheiro de seleção, que deu lugar a Rayan.

Queda de ritmo

Na etapa final, o Brasil seguiu tendo espaços, mas pecando na conclusão das jogadas. O Haiti se lançou ao ataque e assustou aos 17 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Adé superou Marquinhos pelo alto. Alisson defendeu parcialmente a cabeçada e Danilo, em cima da linha, antecipou-se ao lateral Jean-Kevin Duverne para afastar o perigo.

Para refrescar o ataque brasileiro, Ancelotti trocou Lucas Paquetá e Matheus Cunha por Gabriel Martinelli e Endrick. Este último, muito pedido pela torcida, foi ovacionado ao entrar em campo, e foi o primeiro que quase marcou o quarto gol a Amarelinha. Aos 22 minutos, na sequência de uma troca rápida de passes pela esquerda na entrada da área, Gabriel Martinelli recebeu passe de calcanhar de Vinícius Júnior e acertou o travessão.

Aos 32, foi a vez de Endrick ficar no quase. Ele invadiu a área pela direita, recebeu de Rayan e chutou por entre as pernas de Placide. O atacante saiu comemorando, mas o gol foi anulado por impedimento.

Aproveitando a boa vantagem no marcador e o ritmo lento da etapa final, o técnico do Brasil efetuou as duas últimas trocas, tirando Bruno Guimarães e Vinícius Júnior para as entradas de Danilo Santos e Éderson. O último, nos acréscimos, poderia ter aumentado a fatura após cruzamento rasteiro de Gabriel Martinelli, mas o volante, na pequena área, teve a conclusão bloqueada por Delcroix.

Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Depois de oito jogos, o Brasil, enfim, voltou a encerrar um compromisso sem ser vazado.

LINCOLN CHAVES – REPÓRTER DA TV BRASIL

Foto: reprodução FIFA / Instagram e frame internet

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